domingo, 24 de agosto de 2014

Cem Poemetos de Solidão: Poemeto C (o último?)

C

O fim é mera preguiça da escrita, um pedido de pausa para as mãos cansadas da continuação da coletiva solidão, é perceber que o filhote fantástico está maduro e pronto pra voar sem nossos mimos. Pode tirar essa veste obscura, enganado leitor enlutado, que o fim é uma farsa que nunca acaba, pois o último poemeto de solidão possui três pontos finais, é o final se repetindo várias vezes até virar reticências e se tornar eternidade.


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