domingo, 6 de julho de 2014

Escritoralunos Padrão FIFA de Escrita: Nossas Memórias do Brasil em Copas do Mundo

Nossa Seleção Brasileira de Futebol pode, algumas vezes, deixar a desejar, mas, seja na vitória ou na derrota, a Seleção Brasileira de Escritoralunos da Escola Municipal Alcino Francisco da Silva, de Teresópolis/RJ, jamais deixa a desejar. Nossos escritoralunos aceitam todos os desafios, batem um bolão na escrita e sempre erguem a taça de talento absoluto!
O último desafio que sugeri aos escritoralunos do 8.º Ano B do Alcino foi o de produzirem um texto de memórias sobre as Copas do Mundo passadas, inspirado em lembranças próprias ou de pessoas mais velhas. E foi uma goleada de textos de memórias fodásticos, com o Selo de Qualidade Padrão FIFA de Escrita!
Na empreitada da digitação dos fodásticos textos de memórias dos talentosos escritoralunos, tive o apoio da minha namorada, a professora, escritora e auxiliar técnica Juliana Guida Maia.
Confiram, amigos leitores, os textos de memórias da talentosa Seleção Brasileira de Escritoralunos da Escola Municipal Alcino Francisco da Silva, e reencontre as letras vitoriosas da escrita-arte, do talento, da emoção, muito além dos gramados, bem próximas de nossos olhos e de nossos corações!

O Dia do Choro

1950. Tínhamos passado por tudo e por todos, já comemorávamos, mas como diz aquele ditado "quem é apressado come cru".
Já andávamos com faixas de campeão e a hora chegou: final contra o Uruguai, ganhávamos de 1X0, a vitória, o Maracanã lotado. Mas, de repente, o Uruguai faz 2 gols.
E o estádio, a cidade, o país se calaram. Ainda havia uma esperança, mas apitou o  árbitro, fim de jogo e ali terminou nosso sonho. Acabou 2X1 Uruguai contra o Brasil, o país chorando, pois lá se foi o sonho de ser campeão.
(escrito por Herbert Gabriel, baseado nas memórias do Sr. Nilo Coelho)



Uma Data Inesquecível

Nunca vou me esquecer do jogo de 1970, quando o Brasil for tricampeão. O Brasil venceu de 4X1 contra a Itália.
Data importante! Nunca vou me esquecer da data, 21 de junho, a emoção foi muito grande para mim. Me lembro dos jogadores que na época eram  Pelé, grande jogador, o Félix, Carlos Alberto, Rildo, Djalma Dias, o Piazza... Nossa, o Piazza... Enfim, o Joel, Jairzinho, Edu e o Tostão.
Vi esse jogo com a minha família toda reunida, nós estávamos pulando de tanta emoção, nessa época, o estádio estava cheio, todos jogavam em equipe! Naquele momento, queria estar no lugar do técnico Zagallo.
O Brasil ganhou mais uma vez e foi tricampeão, e hoje, tenho orgulho de dizer que sou brasileiro.
(escrito por Vitória Ketley Oliveira, baseada nas memórias de Márcio Quincas)



Lembranças da Copa de 1994

Até hoje me lembro do gol que Bebeto fez e ofereceu para o filho dele, Matheus.
Naquele ano de 1994, Romário e Bebeto estavam brigados um com o outro e aquele mundial serviu para os dois voltarem a ser amigos novamente. Juntos fizeram uma ótima copa! Nós, brasileiros, jamais voltaremos a ver uma seleção igualzinha àquela de 1994.
Quando o Brasil foi disputar a final com a seleção da Itália, que tinha ótimos jogadores. O jogo terminou empatado.
Na disputa de pênaltis com a Itália, o jogador Roberto Baggio jogou pra fora e o Brasil conquistou seu tetracampeonato!
(escrito por Letícia de Lima Gonçalves Silva, baseada nas memórias de Valneci Fagundes)

1994, o ano de uma Copa emocionante

                Meu nome é Walci e eu me lembro da primeira Copa que vi o Brasil ser campeão.
                A escalação do time era formada por Romário, Bebeto, Dunga, Ricardo Rocha, Branco, Aldair, Zinho, Cafu e Márcio Silva. O goleiro era o Taffarel, Parreira era o técnico, formando dupla com Zagallo (auxiliar técnico).
                O Brasil não vinha jogando muito bem nas eliminatórias, mas foi uma Copa emocionante. Foi um jogo duríssimo contra os EUA nas oitavas de final. Leonardo, nosso lateral, foi expulso de campo por ter dado uma cotovelada no jogador dos Estados Unidos. Ficamos com um jogador a menos em campo, mas o Brasil ganhou com um gol de Bebeto. Terminou 1 a 0 para nós!
                Nas quartas de final, o Brasil jogou contra a Holanda. O Brasil empatava em 2 x 2, quando Branco fez o gol da vitória, um gol incrível, chutando forte fora da grande área.
                Mas o mais emocionante foi a final contra a Itália. Os italianos conseguiam segurar o empate e, a cada ataque, a cada gol que o Brasil perdia, meu coração parecia que ia sair pela boca. O jogo foi para a prorrogação, mas continuou 0 x 0 e acabou sendo decidido nos pênaltis. A Itália tinha dois grandes craques: Roberto Baggio e Franco Barisi. Naquela cobrança de pênaltis, o que mais me ficou na memória foi a defesa inacreditável de Taffarel e Roberto Baggio perdendo sua cobrança de pênalti de uma forma incrível, chutando por cima do gol.
                Fomos campeões: Romário, Branco e Dunga fizeram os gols da vitória, as cobranças de pênaltis terminaram em 3 a 2 e todo aquele nervosismo se transformou em alegria. Era uma sensação inexplicável!
(escrito por Brendha Fernandes, baseada nas memórias de Walci Fernandes)



A Taça que não veio

Mesmo sendo um pouco sem memória, me lembro vagamente da Copa de 2010, na África do Sul. Se refletiam em mim igualmente as aflições do técnico Dunga, suas mesmas alegrias e até mesmo o nervosismo.
A cada gol me sentia mais próxima do título, até que aconteceu... Infelizmente veio a eliminação um tempo depois, eu fiquei muito triste, porque a intensidade que o Galvão Bueno estava narrando aquele jogo, me dando esperança, eu me sentia campeã e, quando veio a eliminação, as lágrimas escorriam pela minha face.
A coisa que eu mais me lembro, que ainda me vem na memória quando eu fecho os olhos, e como doloroso voltar pra casa mais cedo sem a coisa mais esperada por todos: " a taça" que nos daria o hexa.
E hoje penso: Em 2014 nós iremos nos superar.
(escrito por Gabriela Gomes, baseada em suas próprias memórias)

Enorme Tristeza

Oi, meu nome é Gilson Soares de Almeida, e vou falar sobre a derrota que eliminou o Brasil da Copa do Mundo de 2010 na África do Sul.
O dia já amanhecia com cheiro de confiança, todos atentos para o começo do jogo, o cheiro de pipoca invadia a casa e o verde  e amarelo coloriam o meu quintal, 1 hora do jogo já estava tudo pronto, não se via ninguém trabalhando no lavoura.
Quando os jogadores começaram a cantar o hino, cantamos juntos, minha filha e eu, ela errando mais da metade da letra, mas eu achava aquilo bom, porque a garota estava apreendendo o que significava torcer para o Brasil.
Quando o juiz autorizou o começo do  jogo só se ouvia o som do estádio , minha filha já estava se entupindo de guaraná, mas eu nem pensava em comer, meus olhos estavam " grudados" na tela.
Eu estava nervoso, porque eu sabia que a Holanda era um time forte, e que tinha muita chance de vencer, mas a torcida muda o jogo e a esperança é a última que morre.
E começa o jogo, o Brasil vai crescendo para cima da Holanda, o camisa 11 do Brasil recebeu o toque e chutou para o gol, mas estava impedido (isso me fez levantar da cama). E o Brasil continuou com a posse de bola e tentava fazer um gol, mas a bola ia pra fora (minha testa já começava a suar). O Brasil continuava indo para cima da Holanda, Felipe Melo (Brasil) deu um toque para o camisa 11 que bateu direto para o gol, eu e minha família fizemos um alvoroço e gritamos:
- GOOOOOOOL, é do Brasiiiiil!!!
 Meu irmão e eu soltamos vários fogos de artifício, que pareciam trovões no céu.
A esperança invadia meu coração  e, para todos, o jogo já estava ganho. Mas eles não sabiam o que estava por vir. Depois da alegria do intervalo, o segundo tempo começou.
Um apito e a bola começou a rolar, a Holanda conseguiu a posse de bola, o camisa 10 deles dominou a bola e chutou direto para o gol e:
- É gol da Holanda! ( nessa hora as reclamações tomaram conta da casa, todos estavam desesperados.)
O Brasil se descuidou e a Holanda veio mais rápido com um cruzamento e, aí, "é Gol da Holanda!!! "
Os jogadores ajoelharam no chão, dominados pela tristeza, e o jogo continuou, o Brasil tentou fazer um gol nos escanteios, mas não conseguiu. A Holanda confiante, foi pra cima para cima do Brasil e tentaram fazer mais um gol, mas Júlio César agarrou. Já era 46 do 2º tempo, o Brasil já sem esperança e apita o juiz. Final de jogo.
Os jogadores da Holanda ergueram os braços para comemorar a sua vitória, enquanto uma enorme tristeza invadia o coração, não só dos jogadores, mas de todo o Brasil.
(escrito por Gisleny Soares de Almeida, baseado nas memórias de Gilson Soares de Almeida)

Lembranças da Copa de 2010

Eu me lembro da Copa de 2010 e o Brasil começou ganhando bem os jogos. "Até que essa Copa vai ser diferente, quem sabe não é campeão?"
Mas a alegria de pobre dura pouco. Quando disseram, na televisão, Brasil vai ser campeão, parecia ser verdade. Quando disseram que seria contra a Holanda o próximo jogo foi diferente. A Holanda estava melhor que o Brasil. Mas nossa seleção ataca... Gol, Gol, Gol!!! Mas a Holanda empata: Gol, Gol, Gol... E depois vira, para nossa tristeza.
Foi um dia ruim. Mas sonho com o Brasil sendo campeão. Quem sabe esse ano?
(escrito por Lucas Silva, baseado em suas próprias memórias)

Minha primeira decepção em Copas do Mundo

                Em 2010, o Brasil começou ganhando da Coreia do Norte por 2 a 1. Depois, o Brasil foi passando de fase e ganhando os jogos. Chegou às quartas de final contra a Holanda, depois de ter galgado vários degraus para o Hexa.
                Mas, contra a Holanda, começou a decepção. Robinho fez o primeiro gol, foi uma alegria, todo mundo lá em casa estava feliz.
                Aí veio Wesley Sneijder, que faria o primeiro gol da Holanda. O Brasil parou e veio a Holanda pressionando pela ala direita. Sneijder chutou, Felipe Mello atrapalhou o goleiro Júlio César, que estava tirando a bola. Depois, escanteio, gol de Sneijder, o segundo dele e da Holanda.
                O Brasil veio jogando para conseguir o empate. Dentro da área, derrubaram Kaká, mas o juiz não deu o pênalti e acabou o jogo. Foi a pior decepção para o Brasil, perderam a chance de empatar e ir para a prorrogação. Não deu, voltamos para casa.
                O Brasil não foi o mesmo de outros jogos, tinha acabado o sonho de todos. A taça não ficou no Brasil e assim demos adeus a África do Sul...
(escrito por Matheus dos Santos, baseado em suas próprias memórias)

O dia em que quase chorei

                Copa do Mundo de 2010, Quartas de final, Brasil x Holanda. Eu estava com minha família naquele dia...
                O Brasil começou a jogar muito bem. O primeiro gol foi do Brasil ainda no primeiro tempo. Mas, no 2.º tempo, nossa seleção estava jogando diferente... A Holanda marcou o seu primeiro gol – empate...
Estavam todos desesperados, mas, pelo menos, o jogo parecia que terminaria empatado. Porém, no final do 2.º tempo, a Holanda marcou mais um gol.
O placar final ficou Brasil 1 x Holanda 2... Quase chorei vendo a minha pátria perder...
(escrito por Vitória Cunha Vieira, baseada em suas próprias memórias)

Uma punhalada no peito

                A Copa de 2010 foi muito emocionante! Minha família e eu estávamos ansiosos com o jogo do Brasil contra a Holanda.
                Quando o Brasil fez o primeiro gol, deu vontade de pular de alegria. Mas aquele jogo não era o jogo do futebol brasileiro... A Holanda, mais tarde, fez um gol e me deu vontade de chorar, fiquei desesperado.
                O jogo já estava acabando, quando a Holanda fez mais um gol... Quase desliguei a TV e fui embora, mas não conseguia tirar os olhos da tela. Então terminou o jogo, estava tudo acabado. Foi como uma punhalada no meu peito...
(escrito por Matheus Gomes, baseado em suas próprias memórias)

Eu vi (e sofri com) a Copa de 2010

                Eu sou Geovania e vou contar a grande tragédia da minha vida: ver o Brasil perder e ser eliminado pela Holanda nas Quartas de Final da Copa do Mundo de 2010.
                Era um belo dia, me preparava para ver o jogo do Brasil contra a Holanda. Na maior alegria, fomos pro bar. Todos diziam que o Brasil iria ganhar de 2 x 1.
                O jogo começa, o Brasil joga bem. Meu Deus, lá vai o Robinho, troca de passes, ele chuta, é gooooooool do Brasiiiiil! Meu Deus, agüenta coração! Depois de alguns minutos, o juiz apita, final de primeiro tempo. O Brasil está ganhando!
                Os jogadores voltam do intervalo e começa o jogo de novo. Meu Deus, é gol da Holanda! Meu coração dispara e logo começo a chorar. Mas pensamento positivo: o Brasil vai virar!
                Está acabando o jogo e nada de gol. Vamos pra prorrogação. Não, não, a Holanda virou no finalzinho do segundo tempo, o juiz apita o final do jogo. O Brasil perdeu!
                Voltei para casa na maior tristeza, como se um punhal tivesse atravessado meu coração. Choro até hoje só de lembrar...
                Mas, quem sabe, esse ano, o Brasil não se torna Hexa?
(escrito por Geovania, baseada em suas próprias memórias)


2 comentários:

  1. Parabéns pelas memórias!
    Textos impecáveis e cheios de vida! Continuem escrevendo, nunca parem.
    Bjins literários a todos,
    Simone Guerra

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