sexta-feira, 11 de julho de 2014

Cem Poemetos de Solidão: Poemeto LXXVII

LXXVII


Vovô recebia cartas todos os dias; eu menino só com o nada me correspondia. Pra superar o trauma da falta de missivas e ganhar o céu de cartas que meu avô recebia, em 1961, publiquei a narrativa “Ninguém escreve ao coronel”. Efêmero troféu que conquistei: ganhei de meu avô no papel de fantasia, mas, na caixa postal que reservei pras minhas correspondências afetivas, perdurava o peso de nenhuma carta contida...


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