quarta-feira, 18 de junho de 2014

Solidões Compartilhadas: Joseline Maria desmascara a farsa da Copa do Mundo em seu país

Muitas vezes, nossas emissoras de tevê, envolvidas com os seus investimentos que fizeram para transmitirem a Copa, fingem que nosso povo, que nossos jovens fecharam oso olhos para os problemas e só respiram a Copa. Hoje tenho a honra de comprovar que nossos jovens não estão nada alienados diante das mazelas escondidas debaixo dos gramados de nossos novos estádios: hoje compartilho, pela primeira vez, minhas solidões poéticas com a escritoraluna e sagaz pensadora Joseline Maria da Silva (que, em breve, reaparecerá aqui na série “Cartas musicais – A música em minha vida”), do oitavo ano da Escola Municipal Alcino Francisco da Silva, que, em seu texto argumentativo, feito com o apoio de sua professora Márcia, denuncia sua insatisfação com o tratamento dado à Copa, em detrimento a outras necessidades do nosso país.
Com um texto maduro e bem argumentado, Joseline mostra uma face insatisfeita do país que a maioria da mídia nacional evita destacar, desde que a Copa começou, O desejo de revelar essa insatisfação é tanto em nossos jovens que a própria Joseline me procurou, pedindo que eu divulgasse seu texto.
Yeah, amigos leitores, não é só a bola de futebol que rola em nosso Brasil; as reflexões também rolam e dão um olé na alienação!

A Copa que não nos ajuda

            Eu penso que essa Copa do Mundo no Brasil não vai ajudar o Brasil a ir para frente. Pelo contrário, penso que está fazendo o Brasil ir pra trás. O dinheiro que gastaram fazendo estádios deveria ter sido investido nos hospitais, nas escolas e nas ruas. Um exemplo é na Estrada Rio-Bahia, km 40, próximo a minha escola e ao bairro Água Quente, em Teresópolis/RJ – precisa de uma passarela ou sinal para diminuir os acidentes. Muitas pessoas já perderam a vida por um motivo tão bobo... Será que custaria tanto fazer isso? Iria custar dinheiro, mas não a vida das pessoas.
            A única coisa que eu realmente gostei da Copa foi o mascote Fuleco, que é um tatu-bola que está em extinção. Foi uma ótima maneira de mostrar para todos que ele está desaparecendo.
            Eu torço pelo Brasil, quero muito que ele ganhe, vou ter o maior orgulho. Só não entendo o porquê de tantos problemas e todos fingirem que não estão vendo.

            Muita gente vai vir para cá assistir aos jogos, podem até não ver nenhum erro, podem até achar o Brasil perfeito. Mas uma coisa eu digo a eles, vou mandar a real: “Podem até entrar, pessoal, fiquem à vontade. Só não reparem a bagunça...”


Um comentário:

  1. Joseline, gostei mto do seu texto. Gosto do seu ponto de vista e você não está conivente com a cegueira do povo brasileiro.... Continue escrevendo, coloque no papel os seus sentimentos e opinião pessoal como vc fez no seu texto. Gostei demais.... Bjokas literárias.... o texto é ótimo!!!!
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