segunda-feira, 16 de junho de 2014

Solidões Compartilhadas: Ecos e Morcegos na Poesia de Marcelo Moreira

Aproveitando esse momento de altas goleadas e grandes jogos de seleções tradicionais da Copa do Mundo na Arena Fonte Nova, em Salvador/BA, compartilho hoje minhas solidões poéticas com o poeta soteropolitano Marcelo Moreira, craque do lirismo mais intenso e um dos mais fodásticos entre os premiados artistamigos da Bahia.
Conheci o fodástico artistamigo em agosto do ano passado, durante o evento em comemoração ao lançamento do livro “Mil poemas para Gonçalves Dias”, em São Luís/MA. Foi amizade á primeira vista e cheguei até a escrever e a postar um poema em homenagem ao artistamigo Marcelo Moreira no ano passado. A partir de então, mantemos contato via facebook.
Nessa estreia do poetamigo Marcelo Moreira no blog, compartilho dois poemas premiados de sua autoria. O primeiro chamado “Ecos de Brasilidade” (ideal pra ser lido, com muito coração, antes dos jogos da nossa Seleção) seguia uma regra específica (não poderia passar de 170 toques) e ficou entre os 10 melhores poemas de 2000 enviados (!) para o Concurso Literário promovido pela Academia Alquimia das Letras. O outro, com estilo completamente diferente, mais soturno, mas tão fodástico quanto o primeiro poema, foi intitulado pelo versátil poetamigo com o nome “Coração de um morcego” e ficou entre os 43 selecionados de 800 e poucos inscritos em outro Concurso Literário da Academia Alquimia das Letras, com o tema ‘vampiro’.
Acompanhem, amigos leitores, a poesia múltipla deste fodástico poetamigo de Salvador/BA!


Ecos de Brasilidade

Brasil
És bravo, impávido
Supremo às margens da esperança

Brasil
Majestosa é a sua dança
Despertar de uma nova era

Brasil
Escolhido a ser o centro do Universo
Escolhido a reduzir os danos do Planeta Terra.
Marcelo Moreira





Coração de um Morcego

Voa pelas trevas à luz da escuridão
As nuvens tão sombrias
Os ares solidão

Os desejos afloram
Incendeiam tuas veias
Venera a lua cheia
Que suplica e devora

Os instintos primitivos
Os fluidos são vermelhos
Coração de um morcego
A sombra que é sonora

São ondas refletidas
Sugando a essência
Ecoando as frequências
Emite-se o pavor

Na saga da beleza
Alquimia da loucura
O vampiro e a sua presa
Entidade, ultra- sons

Mestre da atração
Na esfera da maldade
Nas fronteiras do inferno
Às margens da salvação

A vida é consumida
O amor é sedução
A morte é o vazio nas asas da ilusão.

Marcelo Moreira


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