quinta-feira, 5 de junho de 2014

Cem Poemetos de Solidão: Poemeto XLVI

XLVI

O outono sempre visita a primavera na casa do Patriarca. No jardim do velho ditador, não cresce flor. Na varanda tão rica, o perfume sem vida das folhas caídas... Em nome do poder, o homem carcomido precisa manter os vasos bonitos com coroas floridas de vazios.


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