domingo, 1 de junho de 2014

Cem Poemetos de Solidão: Poemeto XLII

XLII

Dei o título a minha autobiografia de “Viver para contar”, porque se colocasse “Viver de contar” as pessoas poderiam confundir-me com um matemático. “Contar pra viver” ou “Contos de viver” também não soariam bem, pois revelariam o meu maior segredo: que até a confissão de minha ordinária vida é mais uma de minhas fantásticas fantasias.



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