quinta-feira, 19 de junho de 2014

Cem Poemetos de Solidão: Poemeto LVII

LVII

A pior dor que a doença contém para um escritor é o dom que ela tem de humilhar nossa capacidade de imaginar. Outrora rei do fantástico, sonhador orgulhoso, cá estou eu, maltratado plebeu, em meu trono deposto, ferido por um mágico mal estar que jamais fui capaz de inventar.


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