terça-feira, 10 de junho de 2014

Cem Poemetos de Solidão: Poemeto LI

LI


Não existe nenhuma posição política defendida em minha obra fictícia, meu politizado jornalista. As melhores plataformas políticas já foram criadas – nessa lírica jornada, não posso inventar mais nada. O único problema que vejo é que nenhum homem eleito resiste ao corrupto desejo de ser reeleito. Todo homem viciado em poder mantém o feito desfeito pra poder prometer fazê-lo e, outra vez eleito, não fazê-lo mais uma vez. Nesse círculo vicioso de ganância desenfreada, as utopias sonhadas, fáceis de serem realizadas, permanecem na superfície estática das promessas extraviadas por todo corrupto canalha que se candidata.


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