sexta-feira, 27 de junho de 2014

As Máximas do Barão de Macabéa

Nos séculos XVII e XVIII, era moda: barões atiravam nos papéis do mundo suas máximas e deboches. Hoje tenho o prazer de trazer o barão que nunca existiu, o barão dos séculos XX e XXI, o Barão de Macabéa! Esse personagem dispensa apresentações; nascido entre um livro de Clarice Lispector, uma ironia de Machado, um dia de mau humor de Dalton Trevisan e um porre de Bukowski, autor de um único livro (“Dona Clarice e seus 2 Machadinhos”), suas máximas demonstram sua personalidade liricamente debochada e petulante.
Amigos leitores, bem-vindo ao universo sarcástico e lírico do Barão de Macabéa!

Máximas do Barão de Macabéa

Todo analista do comportamento humano cai no labirinto sem saída de Clarice Lispector: depois de tanto analisar a estupidez de todos os seres, chega à epifania de que o maior estúpido dos humanos é um ser genial chamado ele mesmo.

Uma senhora rica que se reconhece num vagabundo não é um ser despertado para a desigualdade no mundo. Sua sensibilidade burguesa é apenas uma forma grotesca de fazer poesia com o MST pra mantê-los bem longe de seus latifúndios. É uma senhora egoísta e gananciosa, uma ninfomaníaca da literatura: quer foder com todos os personagens famintos, enquanto mantém sua dieta de leitinho com peras maduras.


Machadinho manda beijinho no ombro pra São Francisco de Assis toda vez que vê um leitor sensibilizado com um conto ‘humano’ de Clarice.

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