sábado, 24 de maio de 2014

Cem Poemetos de Solidão: Poemeto XXXIV

XXXIV

Jamais deixei ensinamentos, fascinado escultor. Esquece esses pensamentos, por favor; não são elogios merecidos a nenhum escritor. Artista que se preza não ensina; se te revelo minha magia, sou péssimo ilusionista. Por isso digo que o bom escritor ‘desensina’, pois se nega a levar ao leitor as tais verdades da vida. Máximas de sabedoria são incipientes mentiras. O bom escritor precisa manter o seu posto de mau educador pro bem da rebeldia, pra evitar que os leitores aceitem o bom convívio com nossa realidade falida.


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