domingo, 18 de maio de 2014

Cem Poemetos de Solidão: Poemeto XXVIII

XXVIII


Minha esposa Mercedes jamais aceitou meu caso com Sherazade. Sempre que podia, Mercedes mostrava-me as contas do mês, impunha às minhas fantasias um mínimo de realidade. Ah, Alzheimer vadio, era só eu pagar as contas pra me esquecer do bolso vazio e sonhar-me sozinho numa praia de nudismo ao lado de Sherazade!


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