quarta-feira, 7 de maio de 2014

Cem Poemetos de Solidão: Poemeto XVI

XVI


Meus tempos não são confusos, amigo leitor. Se troco meios, começos e fins é pra confundir a ampulheta e manter a areia sem área demarcada, sem poder pra escorrer de uma vez, nem razão pra ficar sem se mexer. Quem sabe assim, pelo menos por um tempo, mantenho os cansados ponteiros em movimento e a eternidade, tão cheia de efemeridade, esquece sua impossibilidade e, distraidamente, sorri pra você e pra mim?



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