sexta-feira, 25 de abril de 2014

Solidões oníricas compartilhadas: Contratos e Sonhos de Fúlvia Lucas Vieira

Faltando 100 minutos para a postagem de mais um de meus poemetos de solidão, tenho o prazer de estrear mais uma fodástica escritora no blog: seu nome é Fúlvia Lucas Vieira, a conheci no ano passado, durante o Festival Literário Londrix, em Londrina/PR, e mantive contato com ela através d rede social facebook. No pouco tempo de contato que tive com ela, percebi que era uma garota cheia de mistérios, de emoções aparentemente guardadas a sete chaves; era a rainha das frases entrecortadas (se conferirem o facebook dela, perceberão poucas informações pessoais), lembrando alguns narradores do escritor Caio Fernando Abreu - sua face parece explodir histórias, mas prefere guardá-las pra si como segredos incontáveis. Mas é só impressão: o incontável está exposto em suas narrativas fragmentadas,em seus microcontos, em suas formidáveis prosas poéticas; seus narradores e eus líricos explodem na confissão inconfessável da arte escrita. Só descobri isso muito tempo depois de nosso primeiro encontro, quando visualizei nas atualizações do facebook uma elegia que ela fizera (esse texto eu não tive coragem de pedir à escritora; era pessoal demais e, pelo visto, tratava-se de uma dor de ausência muito recente e próxima). Mais algum tempo depois, me deparei com as notas poéticas que ela revelava recentemente no seu facebook e finalmente tive coragem de lhe pedir alguns de seus fodásticos escritos poéticos para que os olhos de vocês, amigos leitores, também pudessem absorver  com ternura as implosivas explosões da poesia de Fúlvia Lucas Vieira.
Que nossos olhos assinem um contrato permanente com a arte de Fúlvia Lucas Vieira, amigos leitores!

CONTRATO / 24 de abril de 2014 às 02:35

 Assinei um contrato, nele me comprometi com a mudança, constantemente, com ele me coloquei fora do lugar comum, a toda prova. Dei à liberdade eternidade e ao novo função de regra. Com isso sou sempre outra, me conhecendo e me estranhando, me desmontando e reconstruindo, crescendo e contribuindo, comigo e com os outros. Aconteça o que acontecer estarei protegida com a sorte dos principiantes e a força motriz dos novos projetos. O contrato foi feito com a vida e, todos os dias, recebo minha recompensa, vou envelhecendo ainda nova em folha, e sigo me fazendo leve, sem amarras. Posso criar o que chamam de modernidade e admito o nascimento do original. Quando olho para trás vejo o lindo espetáculo: A morte do banal pelo extraordinário - o grande triunfo dos incomuns.
Fúlvia Lucas Vieira

Sonhos de realidade / 28 de dezembro de 2011, próximo ao Rio de Janeiro - 24 de abril de 2014 às 02:33

 Hoje tive um sonho com mocinhos bonitos, meus longos cabelos derramados em cachos e alguns cachorros. E também tinha o mar que batia contra uma praia alta e estreita onde eu estava. Acordei como sempre, ansiosa para lembrar meu sonho e tentar contextualizar. Foi assim que me lembrei que meus cabelos curtos são para esconder meu romantismo, que gosto de homens que são bonitos, mas meu grande afrodisíaco é a capacidade. Ah! Me esqueci de contar também, que enquanto meu polegar virou carne e sangue o mocinho bonito não conseguiu fazer o cachorro vira lata parar de me morder.

Fúlvia Lucas Vieira


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