segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Solidões compartilhadas de esperança: O Ano Novo Sonhado de Maurilio Campos

Antes de seguir viagem neste fim de ano, eu não poderia deixar de passar aqui no blog e desejar um feliz ano novo a todos os amigos leitores. Sei que este ano foi muito mais positivamente agitado culturalmente (e olha que os anos anteriores não foram nada estáticos!), cheio de eventos novos, lançamento do meu sétimo livro “Bebendo Beatles e Silêncios, mais premiações literárias, saraus, etc, foi tanta coisa legal que rolou que, em diversos momentos, tive que deixar esse espaço lírico-virtual meio de lado, mas vocês, amigos leitores, foram fiéis e mantiveram o blog com um bom índice de visualizações. Pra quem achou que minha ‘mania de fazer versinhos’ passaria na idade adulta e não seria levada a sério, cá estou com 34 anos de idade, 19 anos de carreira literária, 16 anos de organização de eventos literários, mais de 6 anos lecionando e conhecendo novos poetalunos e mais de 2 anos de blogueiro febril, seguindo as trilhas líricas de cavaleiro-professor-pateta-poeta-errante. E se minhas solidões poéticas permanecem vivas e coletivas é porque vocês, amigos leitores e artistamigos, contribuem para que este sonho seja real, compartilhando seus comentários líricos, suas opiniões, seus gostos e suas solidões coletivas e poéticas, dividindo um pouco desse lirismo cotidiano com o artista que vos fala e agradece.
E, como vocês já sabem, as solidões poéticas desse blog são coletivas e, neste ano, inovei: ao invés de encerrar as postagens de 2013 com um texto meu, finalizo com um fodástico poema de fim de ano escrito pelo poetamigo Maurílio Tadeu de Campos (pela primeira vez, compartilhando solidões poéticas aqui no blog!), de Guarujá/SP. Conheço Maurílio há tempos, pois, junto com os grupos Ars Viva e Contemporânea, ele organizava eventos literários fodásticos, de âmbito internacional, na cidade de Santos/SP, eventos dos quais tive a honra de participar e conhecer grandes artistas da região santista e do Brasil. Ele é autor de dois fodásticos livros de poemas: Poemas Translúcidos (2003) e Gravitando (2007), é membro da Academia Santista de Letras e publica suas crônicas em diversos jornais da região paulista. O poema de Maurílio Campos que compartilho hoje com os amigos leitores é uma fodástica mensagem para o Ano Novo, publicado por ele em uma de suas atualizações no facebook há alguns dias e gentilmente cedido pelo próprio autor para fazer parte das solidões poéticas compartilhadas deste blog.
Que, juntamente com o eu lírico de Maurílio Tadeu de Campos,  tenhamos todos um feliz e próspero ano novo, com muita arte, pra que o sonho por dias mais pacíficos, poéticos e melhores nunca se acabe, amigos leitores

ANO NOVO SONHADO

Para que tenhas um ano admirável
pintado da tua cor preferida,
retocado com filetes de paz,
de harmonia...
precisarás desejar, muito, o melhor
de tudo aquilo que queiras,
não apenas para ti, mas para todos
para o mundo, para o Universo.

Não será preciso ficar fazendo intenções
mesmo que sejam boas, mas nada práticas
dessas que se põe na gaveta em janeiro
e só se retira em dezembro, empoeiradas...

Não precisas chorar, nem ficar arrependido
daquilo que fez, e te deixou com remorsos...
... tudo o que foi feito, não poderá ser apagado,
mas tudo o que puderes realizar, será a recompensa
de dias mais felizes, mais realizados,
momentos de alegrias, de sorrisos,
instantes de perfeição, beirando ao amor...

E, para que ganhes um bom ano novo
terás de merece-lo, porque, dentro de ti
está a chave desse novo ano esperado.
Pegue-a, rapidamente, com desenvoltura,
e abras, de vez, todas as venturas,
as esperanças, os anseios
embebidos em licores, em aromas, em sabores...
que farão parte de ti, para sempre
e que sejas, finalmente, o que sempre desejaste,
mas nunca quiseste ser:
Uma criatura pura, feliz, consciente de tua natureza.
Capaz de sorrir de coisas simples,
capaz de amar, incondicionalmente,
capaz de sentir felicidade, eternamente.
 Maurilio Tadeu de Campos  

sábado, 28 de dezembro de 2013

Física lírica: Haicai da teoria das cordas

A Teoria das Cordas é a mais complexa teoria da Física já desenvolvida e envolve cálculos matemáticos que para a maioria das pessoas são totalmente incompreensíveis. Já passou por várias reformulações e provavelmente passará por novas no futuro. Uma de suas mais famosas premissas é a existência de nada menos que 11 dimensões, contando com as 4 que conhecemos (3 espaciais e 1 temporal). Outra previsão da teoria das cordas é a existência de outros universos, paralelos ao nosso. Nosso universo seria um bolha que existe lado a lado com demais universos, e que esses podem entrar em contato com o nosso, através da gravidade (para entender melhor siga o link: http://misteriosdomundo.com/entendendo-a-teoria-das-cordas#ixzz2oni4SkOv).
Depois de assistir a diversos filmes, como “Efeito Borboleta”, “Sr. Ninguém” – o qual estou devendo fazer uma resenha sobre - , “Donnie Darko”, etc, que, direta ou indiretamente, citam a teoria das cordas e das diversas dimensões de universos possíveis, me propus um desafio: utilizar o haicai, um gênero textual de poesia simples (de origem japonesa, consiste num poema de 3 versos – o primeiro e o terceiro com 5 sílabas poética e o segundo com 7 – que versa quase sempre sobre elementos da natureza, de forma concisa e objetiva), para falar sobre a mais complexa das teorias que os físicos já nos propuseram.
Não sei se fui feliz no resultado, deixo pra vocês, amigos leitores, lerem e qualificarem (caso elogiem, declaro que é uma homenagem a poetamiga Marilda Vivas, que sempre me incentiva a praticar esse formato poético, e a Isabel Cristina Rodegheri, a rainha do haicai).
Desejo aos amigos leitores um 2014 de fodásticas dimensões possíveis!

Haicai da teoria das cordas

As cordas dizem
que o vento pode atirar
a folha aqui e lá.

Sarau Solidões Coletivas Especial com as Folhas Ao Vento de Nicia Cadinelli

Outro evento gratificante do qual participamos e que encerra as atividades do Sarau Solidões Coletivas em 2013 foi o sarau especial durante a Tarde/Noite Literária de Autógrafos do livro "Folhas ao vento", da escritoramiga Nicia Cadinelli, realizado na quinta-feira, dia 19 de dezembro, na Biblioteca Municipal D. Pedro II, na Rua Padre Luna, centro da cidade de Valença/RJ. Fomos convidados para participarmos do evento pela própria Nicia Cadinelli, durante o Sarau Solidões Coletivas Saideira de Natal, e foi fodástico demais: tanto a escritoramiga quanto Marcia Cristina, responsável pela nova face da Biblioteca Municipal D. Pedro II, cuja estrutura atualmente ganha o status de espaço de promoção cultural da arte local na cidade, nos deixaram à vontade e possibilitaram que este último sarau do ano fosse especial. 


Nicia Cadinelli autografa
seu livro Folhas ao Vento
O público foi satisfatório (apesar que ainda penso que os valencianos - aos quais já defendi como empolgados caçadores de eventos culturais - aparecem cada vez mais em menor número em acontecimentos literários locais), a festa lírica foi animada e divertida. O Sarau Solidões Coletivas Especial "Folhas ao vento", em homenagem à fodástica escritoramiga Nicia Cadinelli, na Biblioteca Municipal D. Pedro II contou comigo, com a própria Nicia, Juliana Guida Maia, Luana Cavalera, Patrick, Leticia Correa, Raniere Garcia e Karina Silva e teve a participação de diversos artistamigos, entre eles o mais-que-fodástico músico e compositor Paulinho Lima (pela primeira vez, no nosso sarau!), e do público.

O músico Paulinho Lima
(pela primeira vez, com
o Sarau Solidões Coletivas!)
Que 2014 dê ao Sarau Solidões Coletivas outros grandes momentos fodásticos como esse, amigos leitores! Arte e Sarau Solidões Coletivas Sempre!




  

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Solidões Compartilhadas: Os neologismos e paradoxos de Kesley Branco

Desde que conheceu o Modernismo e Concretismo, esse poetaluno nunca mais foi o mesmo: em atos de extremo lírico, ele criou seus poemas concisos (curtos), flertando com neologismos (palavra nova e inventada, ainda não colocada em dicionários) e paradoxos (figura de linguagem que consiste em empregar palavras que, mesmo opostas quanto ao sentido, se fundem num mesmo enunciado, gerando imagens absurdas ou incomuns diante do senso comum, O rei Roberto Carlos já usou essa figura no verso “Minha alegria é triste”, paradoxo resgatado pelo jovem poetaluno).

Hoje tenho o prazer de compartilhar solidões poéticas com o mais promissor discípulo dos poemas curtos consagrados por Oswald de Andrade e aprimorados pelos concretistas, por Mario Quintana e Paulo Leminsk, hoje trago alguns dos poemas curtos escritos pelo jovem talento Kesley Branco, ex-aluno da Escola Municipal Alcino Francisco da Silva, de Teresópolis/RJ, e um dos mais fodásticos poetalunos da poética inusitada que já tive o prazer de conhecer em sala de aula. Seus escritos foram produzidos no final do ano letivo nos momentos mais inesperados, sem intuito de ganhar notas, etc, feitos pelo simples prazer de brincar com as palavras e continuar a evolução da própria arte poética. Poemas que levam segundos para serem lidos e uma eternidade pra sair de nossa mente.
Com vocês, a arte poética mais breve e mais eterna de Kesley Branco:

A Luz do Neologismo

Garota alucinante
Dos olhos de diamante
Do sorriso ‘iluminante’

O Circo da Alegria Triste

O alegre palhaço triste
estava feliz
pela felicidade
da tristeza alegre
que o fazia sorrir.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Sarau Solidões Coletivas Saideira de Natal: Papai Noel, Velho Batuta, no mundo cão

Um fodástico e divertido evento do qual o Sarau Solidões Coletivas participou foi o Almoço Beneficente da Associação Valenciana de Proteção aos Animais (AVPA), que aconteceu na tarde do dia 15 de dezembro deste ano, no Clube dos Democráticos, em Valença/RJ.
Batizado de "Sarau Solidões Coletivas Saideira de Natal: Papai Noel, Velho Batuta, no mundo cão", os artistamigos Karina Silva, Luana Cavalera, Juliana Guida Maia, Patrícia Correa, Leticia Correa, Paulinho Gonçalves e Davi Barros e eu realizamos um sarau cheio de música e poesia, comemorando e, ao mesmo tempo, subvertendo o popular evento natalino. Ainda tivemos as participações super-especiais da consagrada poetamiga valenciana Nicia Cadinelli, autora do elogiado livro "Folhas ao vento" e bicampeã do Concurso Nacional de Poesias de Conservatória, do também premiadíssimo poetamigo niteroiense Sergio Almeida, conhecido artisticamente como Jardim, e do poeta e música Paulo "Sapo" Oliveira, de Vassouras/RJ. Foram declamados poemas dos próprios artistas participantes e também de outros autores, como Paulo Ras, de Paranaguá/PR, Maiara Oliveira, de Teresópolis/RJ, Raniere Garcia (inspirado no hit punk natalino da banda Garotos Podres), de Valença/RJ, etc.
Apesar de termos um público pequeno, em comparação a outros eventos nossos, o Sarau Solidões Coletivas Saideira (que acabou nem sendo 'saideira', pois fomos convidados por Nicia Cadinelli para participarmos de uma tarde/noite de autógrafos dela no dia 19 de dezembro - vídeos em breve aqui no blog) de Natal foi divertido e empolgante, como vocês podem conferir nos vídeos postados abaixo.
Morte ao Papai Noel Velho Batuta que rejeita os miseráveis, Feliz Natal e Arte Sempre, amigos leitores! 





  

Poema Promíscuo de Natal: Mary Christmas

Esse poema promiscuamente ‘natalino’ me surgiu após eu assistir a uma entrevista do fodástico artista Paulinho Moska dada ao humorista Danilo Gentili no Programa “Agora é Tarde”.
Durante a entrevista, Paulinho Moska revelou ter algumas manias extravagantes; entre elas, a de colecionar folhetos de propagandas de garotas de programa sul-americanas. Num desses folhetos, colecionados pelo músico e mostrados a Gentili, havia a propaganda de uma tal de Mary oferecendo serviços e descontos no período do Natal. Danilo Gentili, ao ver tal folheto, brincou ao chamá-la de “Mary Christmas”, um trocadilho sacana com o popular “Merry Christmas” (a saudação dde “Feliz Natal” em inglês).
Inspirado nesse episódio da entrevista de Paulinho Moska a Gentili e em tantas musas loucas da música nacional e internacional (“Dani Califórnia”, do Red Hot Chilli Peppers, “Natasha”, do Capital Inicial, “Kátia Flávia”, de Fausto Fawcett, entre tantas outras), fiz o meu poema em tributo à garota de programa Mary, que generosamente, por uma quantia promocional de dinheiro, oferece serviços sexuais natalinos especiais aos seres solitários e sedentos.
Feliz Promíscuo Natal, amigos leitores!

Mary Christmas

Mary Christmas
oferece um Natal de ofertas
pra vocês:
sexo casual,
transas loucas
para homem só,
mulher bi
ou casal.

Ela chupa seus créditos,
suas vaginas e seus culhões.
Ela transa sorrindo,
come e dá pra milhões.
Tem um corpo lindo
e conhece mil posições.

Mary Christmas
faz serviço completo,
em ângulo obtuso ou reto,
traz satisfação total.
Ela brinca com HIVs positivos,
transa com ou sem preservativo,
é o risco de AIDS mais sensual.
Seja ativo ou passivo,
Mary Christmas deseja a todos
um próspero corpo novo
e um Feliz Natal! 



domingo, 22 de dezembro de 2013

II Sarau Professora Rosa Amélia: A festa lírica que só os loucos da Escola Municipal Alcino sabem fazer!

Professora Rosa Amélia, a eterna
homenageada pelo Sarau da E.M.A.F.S.
Hoje tenho o prazer de relembrar um dos eventos escolares que mais tenho orgulho de organizar na Escola Municipal Alcino Francisco da Silva, de Teresópolis/RJ, junto com os poetalunos, a equipe diretiva e demais professores: o Sarau Professora Rosa Amélia. Na manhã de 11 de novembro deste ano, chegamos à segunda edição do sarau, que homenageia a professora de Ciências aposentada Professora Rosa Amélia, dedicada profissional que sempre levou um pouco de lirismo pras suas aulas. O evento teve participação intensa dos poetalunos dos sétimos, oitavos e nonos anos (essa turma super-intesamente-lírica dos nonos vai deixar saudade!)  e cresceu tanto que atualmente é apresentado na quadra da escola. 
Os poemas declamados são resultados das aulas de produção textual, realizadas durante as aulas de Português do professor-poeta-pateta que vos fala e da inspirada (e inspiradora) professora Sonia, dos sétimos anos, com o apoio dos professores de outras disciplinas, que apoiaram realizando aulas interdisciplinares com os temas abordados. Vários temas foram trabalhados e transformados em fodásticos poemas pelos poetalunos antes da realização do evento: falamos sobre o centenário de Vinicius de Moraes, sobre Holocausto, sobre "O médico e o monstro", de Stevenson, sobre ultrarromantismo e byronismo, sobre o muro de Berlim e (ufa!) tantos outros temas. 
O evento ainda contou com a participação do professor Genaldo Lial, declamando seu novo poema e anunciando seu retorno definitivo à escrita poética!
Em tempo: o Sarau Professora Rosa Amélia II foi uma espécie de prévia dos poemas que brilhariam no Concurso Nacional de Poesias da ALAP de 2013.
Abaixo posto os vídeos desta festa lírica que só os loucos poetalunos da Escola Municipal Alcino Francisco da Siva sabem fazer:





sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

O Lamento do Garçom: Elegia para Reginaldo Rossi

Morreu hoje Reginaldo Rossi, o mais fodástico e nobre (declaradamente e com muito orgulho) cantor brega brasileiro. Vítima de um câncer no pulmão, o artista pernambucano, aos 69 anos, não resistiu aos males vorazes dessa doença fatal e silenciosa. Cantor dos amores traídos, Reginaldo foi abandonado definitivamente pela vida, sua amante maior.
Faço a elegia abaixo em homenagem a esse fodástico cantor pernambucano, que tocou, cantou e revelou sem pudor o lado mais brega de nosso íntimo sonhador.  É o lamento do “Garçom”, o atendente mais requisitado dos desiludidos, doente de amor traído, e também o funcionário mais conhecido desde quando a famosa canção de Reginaldo Rossi estourou nas rádios de todo Brasil. Os versos da elegia são decassílabos e rimados em tributo ao estilo popular consagrado por Reginaldo Rossi.
Lamentemos juntos com o garçom, amigos leitores, a partida de nosso mais popular trovador...
 Arte Sempre e muitas vezes Brega com muito orgulho!



O lamento do garçom

Foi ali naquela mesa de bar
Que aquele bêbado se consagrou
Cantando casos e dores de amor.

Todo mundo já cansou de escutar
Seus versos tristes, seu tom sofredor,
Desventuras daquele ex-sedutor.

E agora nós só podemos chorar
A partida do mais ébrio cantor
Que aquela mesa já testemunhou.

Me desculpe, pois preciso fechar;
Hoje a vida abandonou nosso bar,
Estamos fechando por falta de amor...


quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Poetalunos que brilham no Concurso Nacional de Poesias da ALAP (agora in vídeo!)

Encerrando a trilogia Poetalunos que brilham na ALAP 2013 (não confundir com o encerramento dos poetalunos que brilham na ALAP, pois eles estiveram, estão e sempre estarão brilhando na ALAP e nos demais lugares), trago o vídeo no qual os premiados poetalunos da Escola Municipal Alcino Francisco da Silva, de Teresópolis/RJ, e do Colégio Estadual Doutor Oswaldo Terra, de Valença/RJ, declamam seus fodásticos poemas.
Para ver, ouvir, sentir, delirar e se apaixonar por tamanho lirismo jovem, amigo leitor!





segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Poetalunos que brilham II: Os poemas do CEDOT premiados no Concurso de Poesias da ALAP 2013

Professora Juliana Guida Maia e seus poetalunos do CEDOT
comigo e com os poetalunos da E. M. Alcino Francisco da Silva
Os talentosos poetalunos da Escola Municipal Alcino Francisco da Silva, de Teresópolis/RJ, onde leciono, não foram os únicos que brilharam no Concurso Nacional de Poesias da ALAP em 2013. Os fodásticos poetalunos dos sétimos e nonos anos do Colégio Estadual Doutor Oswaldo Terra (CEDOT), de Valença/RJ, orientados pela professora-poeta Juliana Guida Maia, também abrilhantaram o famoso evento cultural, cuja premiação sempre acontece no final do ano, na Lapa, centro do Rio de Janeiro/RJ.
Os poemas premiados dos poetalunos do CEDOT foram resultados das aulas de produção textual, elaboradas pela Professora Juliana Guida Maia, relacionadas ao romance "Capitães de Areia", do escritor baiano Jorge Amado, e ao tema preconceito.
Tenho a honra e o prazer de compartilhar hoje no blog os fodásticos poemas premiados desses fantásticos poetalunos do CEDOT: 

DORA

Olhos negros
como uma noite
que não tem luar
prisão da noite
paixão que eu
vivo a sonhar.

Linda como a lua
Linda como uma Deusa
Desculpa por ter te julgado
Sem mesmo te conhecer!

Hoje eu posso ver
O que eu sinto por você.
O sol sorriu para nós
Que eu pude perceber.

Estou sorrindo
Mas porém muito triste
Por estar longe de você.

Entre o sol e a lua
Eu prefiro você
Te amo, te amo.
Ah, como eu amo você!
(Flavia Aparecida Muniz Soares - Menção Honrosa na Categoria Juvenil do XXIV Concurso de Poesia da ALAP)

Pedro Bala

Um garoto órfão
Sem pai e mãe
Um dia formou um grupo.

O menino se autointitulava Pedro Bala.
Com os amigos conhecia o mundo
Na realidade.

Certo dia conheceu o amor
Se sentiu belo com aquele
Prazer.

Um dia foi preso
Um dia foi preso
Perguntava a si mesmo
E agora?
Separado do seu amor
Separado da sua vida
Naquele lugar,
Sem água e comida.

Falando por si mesmo
- Sair daqui, sair daqui
Para reencontrar seu amor.

Ao toque do amanhecer
Uma emboscada formou
Sair do reformatório
Para salvar sua paixão.

De amor de tempo-em-tempo
Sofria, pensando em dali  sair.

Salvou seu amor
Mas era tarde demais
Dora acabou morrendo e descansa em paz.
(Douglas de Oliveira Carvalho - Menção Honrosa na Categoria Juvenil do XXIV Concurso de Poesia da ALAP)


DORA

Quando te vi me encontrei, me perdi
Porque te conheci e logo depois percebi
Eu encontrei mil motivos para sorrir.

Me perguntei será que o amor encontrei?
E logo percebi e me respondi
Não é ilusão é amor por ti.

Dora nos teus braços quero te namorar
E no dia seguinte do seu beijo quero provar
Para feliz poder ficar.                
(Marcos Vinícius Vieira Filho- Menção Honrosa na Categoria Juvenil do XXIV Concurso de Poesia da ALAP)


Os Capitães de Areia

Dora é uma menina nova que
Perdeu seus pais após uma doença
E começou a morar na rua
Um dia ela sai e deixa seu irmão
Sentado em frente à Igreja
Ela dá um recado pra ele,
Pede pra ele esperar
Mas ele, desobediente,
Saiu e com o Professor se encontra

Dora saia a procura do irmão
E após, encontrá-lo
Começa uma linda amizade com o Professor

Professor era integrante do grupo Capitães de Areia
Dora e seu irmãozinho se tornam então membros
Dos Capitães de Areia

Começa uma paixão pelo líder Pedro Bala
Ele não queria mulheres no grupo
Mas Dora era valente e teimosa
Aprendeu até capoeira
E Pedro Bala, por fim, também se apaixona por ela!

Mas Pedro acaba é preso
Por recuperar a Santa do Candomblé
Dora fica doente, internada no orfanato
Mas Pedro Valente consegue fugir e resgatar sua amada

Dora, porém, não consegue se recuperar da sua doença
Eles deitam-se juntos a pedido dela
Ela pede que ele a torne a mulher de Pedro Bala!

Porém Dora não resiste e morre
Pedro segue sua vida
Mas sempre leva no coração
Dora, a menina valente!
(Everton Menezes - Menção Honrosa na Categoria Juvenil do XXIV Concurso de Poesia da ALAP)

OS CAPITÃES DE AREIA

Tonto homem
Ah! Homem tonto
Todo sujo de não tomar banho,
Pedro Bala, mora nas ruas,
Ele sobrevive roubando as pessoas
e roubando coisas de pessoas ricas.

No bando entraram novos integrantes
Dora e Zé Fuinha, eles estavam nas ruas
quando fizeram amizade com o Professor.

Dora, menina lutadora e sonhadora
Que mesmo com todos os seus problemas e misérias
Não para de lutar pelos seus sonhos,
Que segue sua vida com garra e determinação
Sem se lembrar do passado triste e esforçado.
Menina que a vida leva
Para os mais distantes destinos,
Mas mesmo cansada, prossegue com fé.
Sim ela é como uma bela pomba,
Que não para de voar.
Mas um dia cansada,
Teve seu destino acabado.
(Arielly Aparecida Alves de Oliveira - Menção Especial na Categoria Juvenil do XXIV Concurso de Poesia da ALAP)


POEMA DO BALA

Ninguém nota as tuas lágrimas
Ninguém nota a tua tristeza
Ninguém nota as tuas mágoas
Mas todos os teus erros.
Mas o meu amor por você
É noite e dia, frio e quente e
Perto e longe.
Te amar nunca foi um desafio...
Desafio seria se você me pedisse
Pra te esquecer.
Vou te amar,
Mesmo que sofra,
Mesmo que chore
Mesmo que lute
Para que no final
Possa dizer...
Sofri, chorei, lutei,
Mas amei!!!

Te amo, Dora!!!
(Djoseffe William da S. Patrício - Menção Especial na Categoria Juvenil do XXIV Concurso de Poesia da ALAP)


OS CAPITÃES

Numa cidade cultural
Um grupo de meninos morava
Na pobreza de todo dia
E isso nunca mudava.

Cada um por si era o lema
E ninguém tinha fala
Só tinha o chefe do bando
Que se chamava Pedro Bala.

Pedro Bala era jovem
Um menino inteligente
Armava guerras e conflitos
Em quem mexia com sua gente.

Certo dia estava pensando
No momento de agora
Conheceu uma menina
Que se chamava Dora.

Nascia ali um amor
Ou uma simples paixão
Mais no decorrer da história
Uniram-se dois corações.

Mas aí o tempo passou
Sem limite e sem respeito
Correu a notícia na cidade
Que Pedro Bala foi preso.
(Lucas Lener Louzada e Silva Oliveira- Menção Especial na Categoria Juvenil do XXIV Concurso de Poesia da ALAP)

Preconceito

O preconceito é uma coisa
Que não consigo entender
Mas eu sei que ele pode ofender

As pessoas só sabem criticar
Mas não sabem a hora de parar
O preconceito não é brincadeira
É uma tremenda bobeira
Preconceito não é bacana
Pode até acabar em cana.
(Hedy Wellington P. de Oliveira - Menção Especial na Categoria Juvenil do XXIV Concurso de Poesia da ALAP)


AMOR DE PEDRO BALA

Quando a vi
Meu coração despertou emoção
te querendo cada vez mais
Despertamos um sentimento de amor
Nosso olhar traçou um ao outro
Deitados a beira mar
Nossos lábios ao encontrar.

Oh não! O destino nos separou
Mas não consigo viver sem ti
Vou lhe buscar, espere querida
Nunca vou te deixar.

Enfim, estamos aqui
Em uma noite sem fim
Irei cuidar de você
Como marido e mulher.
Para sempre juntos
Como estrelas de uma mesma constelação.

Nosso amor está guardado
Em nossa alma
Pois nossos corações se acabarão
Mas nossa alma se mantém viva
Mesmo se o mundo acabar.
(Nicoli da Silva Oliveira - Menção Especial na Categoria Juvenil do XXIV Concurso de Poesia da ALAP)

OS CAPITÃES DE AREIA

Todos iguais,
Todos diferentes

Diferença é o que nos separa
Pequenas diferenças que dividem
O mundo,
Opondo humanos contra humanos
Que frente a frente lutaram
E tudo mudaram
A mudança foi grande
Os antigos tempos de discriminação
Vencidos foram
Fazendo uma nova Era
Uma Era de esperança e igualdade,

Em que humanos em sociedade
São socorridos
Por cidadãos
Estes põem em risco suas vidas
Defendendo assim seus valores
Primários.
(Vanessa Rocha Abreu - Menção Especial na Categoria Juvenil do XXIV Concurso de Poesia da ALAP)

Descobri
(Em Ti)

Em um caderno escrevi
Poemas que falam de ti
O seu nome não descobri

Mas descobri que seu sorriso
É belo paraíso
As estrelas brilham em teu olhar
Sua voz é doce e suave melodia
Sua fala amor,
Verso de Poesia.
(Douglas Damasceno da Silva - Menção Especial na Categoria Juvenil do XXIV Concurso de Poesia da ALAP)

PROFESSOR

Um professor me ensinou
que na vida há dificuldades.
Mas na verdade é a realidade
que a vida mostra com sinceridade.
Sábio professor que me ensinou a vida.

Que nela há tristezas mais também alegrias.
Me ensinaste também para seguir na minha trilha.
Sem mal na minha vida, mas com
bem todos os dias.

Nas coisas que me ensinou
de tudo um pouco aprendi
e hoje sou feliz.
(Iuri Gonçalves Fernandes de Souza – Medalha de Bronze na Categoria Juvenil do XXIV Concurso de Poesia da ALAP)


A PAIXÃO DE PEDRO E DORA

Quando eu te vi
não percebi
que algo de especial
havia no seu coração
Desculpe-me se te julguei.

Sem mesmo te conhecer
Hoje
Vi seu lado amoroso
E pude perceber

Que além de aparentar ser
esse cara durão
você tem muito amor nesse
maravilhoso coração.

Somos amigos confidentes
minha amizade por você
está virando paixão
isso não é bom.
(Keyla Baziel Delfino - Medalha de Bronze na Categoria Juvenil do XXIV Concurso de Poesia da ALAP)

O Preconceito

Era uma vez um menino
Na escola tinham preconceito
Só por que ele era negro!

A mãe dele um dia o viu chorando
Mas logo mandou ele parar
Disse: Que ele tinha que se aceitar
Que ele tinha que ser feliz como ele é
Ele nasceu assim, e nada pode mudar

Todos são iguais
E o preconceito tem que parar!
(Weyder Alves Martins - Medalha de Bronze na Categoria Juvenil do XXIV Concurso de Poesia da ALAP)

Capitães de Areia

Bandidos com corações apertados 
Onde neles guardam grandes momentos da vida de bandidos
Felizes ao mesmo tempo
Que sofrem felizes por simplesmente
Saberem que tem companheiros, irmãos

Meninos perdidos que do roubo sobrevivem
Mas meninos que nunca desistiram de seus sonhos
Que lutam pra sobreviver
Na companhia de seus irmãos

Pedro Bala, é o líder, um bandido guerreiro
Que na Bahia luta pela vida
Um dia encontra seu grande amor

Vivem momentos felizes e tristes jutos
Mas nunca desistiram da vida!
Juntos sofreram com seus irmãos
E seguiram seus corações

Com fé e com luta
Eles são assim
Como pássaros livres
Felizes e infelizes
Mas que não param de voar

E essa é a difícil vida feliz
Dos Capitães de Areia!
(Thais de Souza Silva - Medalha de Bronze na Categoria Juvenil do XXIV Concurso de Poesia da ALAP)


O AMOR DE PEDRO BALA

Pedro Bala, um menino valente
apaixonado pela capoeira e um líder
dos Capitães de Areia.

Pedro Bala é um menino durão
na rua, mas com um coração
mole.

No meio da jornada de sua vida
conheceu uma menina bela como uma pétala.
Os dias se passavam e eles se conheciam
cada vez mais.

Que por fim se apaixonaram, mas
aconteceu uma coisa trágica, ela
ficou doente e ele ficava cada
dia mais triste por isso.

A doença não tinha
mais cura e ela faleceu...
Mas deixou o amor dela dentro dele.

Pedro a enterrou junto de
todas as outras pessoas.
Mas ele vai sempre se lembrar
do grande amor da vida dele.
(Ana Carolina dos Santos Oliveira - Medalha de Bronze na Categoria Juvenil do XXIV Concurso de Poesia da ALAP)

OS CAPITÃES DE AREIA

Pedro Bala um menino malandro,
com seu jeito baiano
vai vivendo a vida pelas ruas da cidade.
Líder dos Capitães de Areia,
um grupo de garotos que viviam
livres como o vento.

Cada garoto com uma característica marcante.
Gato, com seu charme
sempre conquistando as mulheres.

Professor, com habilidade para desenhar,
seu sonho era os estudos terminar.

Sem Pernas, um menino inocente
que com sua deficiência era usado como isca.

Dora, uma menina que perdeu seus pais
e foi morar na rua se juntando ao grupo.

Capitães de Areia livres como o vento soprando a areia.

(Higor Henrique Faria da Silva - Medalha de Prata na Categoria Juvenil do XXIV Concurso de Poesia da ALAP)