quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Poetalunos que brilham: Os poemas da Escola Municipal Alcino Francisco da Silva premiados na Categoria Juvenil do XXIV Concurso de Poesia da ALAP

Da esquerda pra direita são: Tamara Ribeiro, Diana Moura Jorge (atrás), Tassiana Lima (à frente), Wallace Jonas P. da Luz , Stefanny Amaral, Maria Luiza da Cunha Vieira (atrás), Carina Leal, Eliane Mariath, presidente da Academia de letras de paranapuã (ALAP), Maria Eduarda Ventura, Carlos Brunno S. Barbosa, Geisa Arruda, Guilherme Martins Borges, Lizandra Santos de Deus (atrás), Wanessa Andrade, Gabriele Santos e a ex-presidente da Federação das Academias de Letras do Brasil (FALB)
Yeah, amigos leitores, o professor-poeta-pateta que vos fala está com aquele sorriso imenso de orelha a orelha; minha felicidade é tão grande que os dias nublados de chuva parecem dias intensos de sol. O motivo? Mais uma vez os poetalunos da Escola Municipal Alcino Francisco da Silva, em Teresópolis/RJ, onde leciono Português, brilharam no Concurso Nacional de Poesia da ALAP! Desta vez, foram 17 alunos premiados:
Medalha de Bronze: “O fim”, de Tamara Ribeiro (nono ano A); “Suave vento, de Lizandra Santos (nono ano B); “Holocausto”, de Wanessa Andrade da Conceição (nono ano B); “Sonho”, de Tainara Francisco (oitavo ano A).
MENÇÃO ESPECIAL: “O muro de Berlim dentro de mim”, de Stefanny Amaral (oitavo ano A); “Esperando o dia amanhecer”, de Geisa Gonçalves Arruda (nono ano B); “Só há lugar para a escuridão”, de Maiara De Oliveira (nono ano A); “Os verdes da natureza”, de Diana Moura Jorge (nono ano A); “Sol dos seus olhos”, de Maria Luiza da Cunha Vieira (nono ano B).
MENÇÃO HONROSA: “Como se você fosse o primeiro”, de Gabriele Santos Fonseca (oitavo ano B); “Dividida”, de Marina Carlos (oitavo ano B), “Um outro lado de mim”, de Maria Eduarda Ventura (oitavo ano A); “O médico e o monstro”, de Jhekson Willian de A. Ramos (oitavo ano A); “Não sei quem sou”, de Tassiana Lima Pires (oitavo ano A); “Só uma partida”, de Guilherme Martins (nono ano A); “Sonhada Amada”, de Wallace Jonas P. da Luz (nono ano A); “Cada toque do vento”, de Carina Leal Queiroz (nono ano B) .
Posto hoje os poemas premiados para os amigos leitores se deliciarem com o mais fodástico lirismo de nossos talentosos poetalunos. A premiação foi na segunda-feira, no dia 09 de dezembro de 2012, segunda-feira, às 16 horas, no auditório da FALB/FALARJ: Rua Teixeira de Freitas, nº. 5/ 303 (esquina com a Rua Augusto Severo), Lapa/ RJ (em breve, postarei também o vídeo aqui no blog).
Os poemas premiados da E. M. Alcino Francisco da Silva são resultados das produções textuais da aulas multidisciplinares, idealizadas em projeto pelo professor de Inglês Daniel Coelho, e realizadas por mim (Português) com os professores de Geografia (Margareth e Thiago) e de História (Rafael Faraco e Kelly Sodré), realizadas durante o ano letivo de 2013. Os temas das aulas foram: A Queda do Muro de Berlim (Português com Geografia), O médico e o monstro, de Louis Stevenson, e Ultrarromantismo (Português com História - Visão da Inglaterra e do Brasil, da Revolução Industrial ao Século XIX), Descrição poética a partir do filme "De encontro com o amor", Nazismo e Facismo, a partir de poemas, contos e fragmentos de romances, quadrinhos e da exibição dos filmes "Matemática do Diabo" e "O menino do pijama listrado" (Português com História).
Há 6 anos os poetalunos da rede municipal de Teresópolis/RJ, inscritos por mim, se destacam no concurso (em 2009 e 2010, com a E.M. Nadir Veiga Castanheira e em 2011 a 2013, com a E. M. Alcino Francisco da Silva e E. M. Albino – a última citada na Categoria Infantil; as restantes na Categoria Juvenil).
Agora deixemos de prosa, amigos leitores, e vamos conferir a poesia fodástica destes jovens e premiados artistalunos:

Como se você fosse o primeiro

Meu olhar me denuncia,
não me deixa esconder
o amor intenso e verdadeiro
que hoje todos podem ver.

O que sinto é sincero,
puro, imune e verdadeiro,
como se eu nunca tivesse amado,
como se você fosse o primeiro.

Mudo de humores,
de ares, de lugar,
me transformo
pra ficar com você.

Faça-me ver o verdadeiro amor,
faça-me eterna
e venha comigo viver!
(Gabriele Santos Fonseca – Menção Honrosa na Categoria Juvenil do XXIV Concurso de Poesia da ALAP)

Dividida

Às vezes fico dividida
e quase sempre penso em deixá-lo,
mas sei que quero você ao meu lado
pra nunca separar.

Muitas vezes faço planos impossível
pra sempre ver você,
mas há um muro de Berlim
dentro de mim
que não me deixa aproximar de você.

Quando estou só,
olho pro céu e imagino você;
sei que já não agüento mais
ficar longe de você...

Quero acabar com essa divisão,
botar um ponto final
e acabar com a minha solidão.
(Marina Carlos C. da Silva - Menção Honrosa na Categoria Juvenil do XXIV Concurso de Poesia da ALAP)

Um outro lado de mim 
(Dr. Jekyll e Mr. Hide)

Existe um outro lado de mim,
Um ser estranho, que não conheço.
Quando ele aparece,
Eu caio em um mundo sinistro,
Escuro, bem sombrio.

Enquanto eu estou lá,
Uma pessoa muito estranha e má
Toma conta da minha vida
E me vira de cabeça pra baixo.

Sempre tentei sair desse lugar,
Mas não conseguia.
Um dia eu tentei tanto
Que me cansei
E deixei ele viver
No meu lugar...
(Maria Eduarda Ventura da Rocha - Menção Honrosa na Categoria Juvenil do XXIV Concurso de Poesia da ALAP)

O médico e o monstro

Uma pessoa estranha
em um lugar deserto,
uma pessoa que todas
têm medo de chegar perto.

Um assassino, um monstro,
ninguém tem coragem
de olhar pro seu rosto.

Andando à noite, no meio da escuridão,
em pequenas ruas e becos,
um médico e um monstro,
um herói e um assassino.

Graças a uma poção
por ele mesmo feita
surgiu esta alucinação!
(Jhekson Willian de A. Ramos - Menção Honrosa na Categoria Juvenil do XXIV Concurso de Poesia da ALAP)

Não sei quem sou

Tem dias que não sei quem sou...
Me sinto dividida,
Diferente de todos,
Porque não sei pra onde vou.

Me dizem que estou ficando louca
Por estar me tornando um alguém sem opinião...
Por que será que sinto em mim
Essa estranha divisão?

Parece que dentro de mim
Há um muro impenetrável
De um lado dizendo sim, de um outro não,
Até parece que existe em mim um muro de Berlim.

Quando esse muro cairá? Não sei...
Mas quando cair melhor ficarei,
Me tornarei uma pessoa sem divisão,
Pronta pra qualquer decisão!
(Tassiana Lima Pires - Menção Honrosa na Categoria Juvenil do XXIV Concurso de Poesia da ALAP)

Só uma partida!

O sol a raiar,
O campo de futebol
Imenso e vazio
Para jogar.

Mas cadê um amigo
Para jogar?
Estão todos no grande mercado
A trabalhar!

Será que ele quer isso
Pro resto da vida?
Ou vai querer ter um pouco
Da infância perdida?

Não sei...
Só sei que estou aqui a esperar
Para pelo menos uma partida
Podermos jogar!
(Guilherme Martins Borges - Menção Honrosa na Categoria Juvenil do XXIV Concurso de Poesia da ALAP)

Sonhada amada

Observando as grandes paisagens
de pequenas matas restantes
(pequenas, mas inspiradoras),
só consigo pensar em uma coisa:
a minha sonhada amada e futura esposa.

Olhando para tudo isso,
só consigo pensar nela...
O sol tocando nas árvores
e em todas as janelas
é como se fosse eu
com meus lábios
tocando nos lábios dela.
(Wallace Jonas P. da Luz - Menção Honrosa na Categoria Juvenil do XXIV Concurso de Poesia da ALAP)

Cada toque do vento

O sol está quente,
O vento toca cada folha das árvores,
Os fios de seu cabelos brilham a cada momento,
Seu rosto sincero iluminado pela luz do sol,
Sua pele macia,
O vento toca seu corpo,
Como se não houvesse o amanhã...
(Carina Leal Queiroz - Menção Honrosa na Categoria Juvenil do XXIV Concurso de Poesia da ALAP)

O muro de Berlim dentro de mim

É assim a minha vida:
passo o tempo inteiro lutando contra tudo.
Hoje estou em guerra,
amanhã estou em paz.
É assim que eu vivo
com o muro de concreto
que precisa ser derrubado.
Hoje eu amo,
amanhã eu odeio.
Desejo aprender a amar e não odiar,
desejo que um dia bonito e ensolarado
venha aquecer o gelo do meu coração,
desejo, enfim, que apareça alguém
que derrube o muro de Berlim
dentro de mim.
(Stefanny do Amaral da Cruz Lima - Menção Especial na Categoria Juvenil do XXIV Concurso de Poesia da ALAP)

Esperando o dia amanhecer

Deitada nesse lugar apertado,
Esperando o dia amanhecer,
pois meus olhos assustados
não se fecham uma hora sequer.

O dia nasce, chegam os soldados
e levam-nos pra mais um dia de trabalho.
A cada vez que vejo um deles
me esforço bastante
como tentativa de sobreviver mais um dia.

Às vezes vejo um de nós exausto;
tento ajudar no que for possível,
mas minha ajuda não adiantará
por muito tempo...

Toda minha família
já está junto a Deus,
pois estavam com tifo
e foram levadas
para a câmara de gás.

Sem as pessoas
que mais amo,
luto pela vida cada vez mais,
com esperança de que um dia
saia viva desse lugar.
(Geisa Gonçalves Arruda - Menção Especial na Categoria Juvenil do XXIV Concurso de Poesia da ALAP)

Só há lugar para a escuridão

Olhando para o céu,
O tempo parece com meu coração
Escuro e frio, nublado e sozinho,
Só há lugar para a escuridão.

Eu aqui triste e sozinha,
Choro com a chuva, desabafo com a noite escura
E quando as nuvens vão embora
Nem percebo o quão bela é a lua.

Quero que minha dor vá embora com as nuvens
E eu sinto que ainda hoje a chuva irá viajar
E ela vai pra bem longe
Num lugar que nem o vento irá alcançar.
(Maiara de Souza Branco - Menção Especial na Categoria Juvenil do XXIV Concurso de Poesia da ALAP)

Os verdes da natureza

Vejo as árvores se balançando
com o vento,
os carros passando pela rua,
os pássaros cantando.

Ao brilhar do sol,
vejo um lindo olhar,
vejo os matos verdes
e fico a pensar
numa coisa que não sei explicar.

Dói em meu peito
ver o desmatamento
que fica em meu coração...

Pra que desmatar,
fazer violência e matar,
se tudo pode ser entendido
e viver na paz?

Vejo os pássaros cantando
e me emociono com suas canções
que me inspiram.
Tudo é tão lindo,
os verdes das matas,
os carros passando,
as casas coloridas;
tudo sem violência tem cor!
(Diana Moura Jorge - Menção Especial na Categoria Juvenil do XXIV Concurso de Poesia da ALAP)

Sol dos seus olhos

O vento toca as montanhas,
seus olhos brilham com a luz do sol
e seu sorriso ilumina a natureza
como se fosse uma paisagem.
Cada ideia nova, um começo novo,
como se o amanhã viesse e o ontem voltasse,
ah, esses dias nunca passam...
(Maria Luiza da Cunha Vieira - Menção Especial na Categoria Juvenil do XXIV Concurso de Poesia da ALAP)

O Fim

Dentro desse campo de concentração,
Nada vejo além de sofrimento,
Pessoas cansadas e perdidas
Sem saberem como fugir.

Ao ouvir o som dos passos dos soldados,
Os seus corações aceleram,
O medo aumenta cada vez mais,
Nas suas mentes, ficam as dúvidas:
O que será que vai acontecer?

Mas alguns já têm a resposta:
O fim daqueles que lá trabalham
Será a morte e o crematório
E por fim
Só sobrarão cinzas de seus corpos,
Cinzas da injustiça.
(Tamara Ribeiro de Freitas – Medalha de Bronze na Categoria Juvenil do XXIV Concurso de Poesia da ALAP)

Suave vento

O suave vento
batendo em meu rosto
e o grande sol
me aquecendo.

O céu azul
e as lindas
nuvens brancas
enfeitando o céu.

Ao ar livre,
posso sentir
a suave brisa
na qual meu olhar desliza.

O vento batendo
em meus cabelos
e os meus olhos
brilhando diante dessa maravilha.

Os meus sentimentos
tão ruins...
Pedi para o vento levar
todo o mal que existe em mim...
(Lizandra dos Santos de Deus - Medalha de Bronze na Categoria Juvenil do XXIV Concurso de Poesia da ALAP)

Holocausto

Em meio a um campo,
ele disse:
- Acho que está chegando a hora,
a hora de partir...

Ele se sentia assim
abandonado,
olhava para o lado,
via o sofrimento de perto,
lembrava-se do tempo
em que foi humano.

Seu velho pai acabou de morrer,
ele estava arrasado.

Chamou o soldado
e, com lágrimas nos olhos, disse:
- Vocês conseguiram!

O soldado
sem mesmo perguntar o porquê,
puxou-lhe pelo braço
e o colocou na câmara de gás.
Olhando bem em seus olhos, disse:
- Acabou, judeu miserável!

O judeu caiu morto,
dando seu último suspiro.
Acabou sua vida,
mas a fé continuava viva!
(Wanessa Andrade da Conceição - Medalha de Bronze na Categoria Juvenil do XXIV Concurso de Poesia da ALAP)

Sonho

Gosto muito de sonhar,
De ver tudo como deveria ser,
De conto de fadas,
De cantar ao amanhecer.

Gostaria muito que a natureza
Permanecesse como ela existe
E sobrevivesse com a sua beleza!
Mas como dar fim ao canto dos pássaros tristes?

Sonho em ser cantora
Para cantar a mais bela canção
Ou escritora
Para escrever versos simples,
Mas vindos do fundo do meu coração.

Quanto ao resto, não importa;
Só quero além de tudo no futuro
Poder dizer com orgulho
De todo coração:
Lutei e valeu a pena,
Não desisti não!
(Tainara Francisco - Medalha de Bronze na Categoria Juvenil do XXIV Concurso de Poesia da ALAP)

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