sábado, 16 de novembro de 2013

Solidões feiticeiras compartilhadas: A última praga de Thayane Ferreira

O Dia das Bruxas já passou há algum tempo, mas os feitiços poéticos delas ainda encantam o blog! Hoje compartilho minhas solidões poéticas pela primeira vez com a jovem e fodástica poetamiga Thayane Ferreira, de Valença/RJ.
Nessa estreia, a talentosa artistamiga, verdadeira maga das palavras, nos traz um eu lírico revoltado, uma bruxa que nos incendeia com ferozes versos contra a nossa hipócrita sociedade, numa Inquisição oposta a que foi praticada na História - as vítimas da fogueira poética de Thayane Ferreira são aqueles que vivem no universo da falsidade e da falta de magia.
Queimemos as trevas coloridas, liderados pela jovem bruxa-poeta Thayane Ferreira, amigos leitores!


Última Praga

Eu venho de Salém.
Querem me queimar viva
Porque eu sou a diferença;
Eu sou uma chama
Crepitante, incandescente
No meio desse oceano burguês.

Nunca me pegarão viva!
Cuidem de seus pecados!
Ratos de vida imunda!
Não me joguem água benta;
Joguem vodka de preferência!
Suas almas queimarão no fogo eterno
Ao meu lado!
Não me procurem nas noites frias,
Procurem e queimem suas próprias promiscuidades!

Não me amarrem a esta fogueira!
Isso pra mim não é nada;
Castigo pior é viver tendo pessoas como vocês ao meu redor.

E por fim rogo:
Que vocês continuem se danando!
Como ambiciosos vorazes,
Se destruam
E sofram com sua própria inquisição.

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