sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Sarau Solidões Coletivas Especial no Coletiva Som 2: Quebrando muros e abençoando bruxos e bruxas do underground

Na noite de 09 de novembro de 2013, 24 anos após a Queda do Muro de Berlim, o Sarau Solidões Coletivas realizou um dos seus saraus especiais mais undergrounds, durante o evento "Coletiva Som 2", que aconteceu na Boite Mr. Night, em Valença/RJ. O sarau teve a participação de vários artistamigos, entre eles, o poeta que vos escreve, o poetamigo Wagner Monteiro, o comediante Ronaldo Brechane, as poetas Patrícia Correa, Juliana Guida Maia, Luana Cavalera e Thayane Ferreira (a última não esteve presente fisicamente no evento, mas nos deixou um dos poemas mais fodásticos deste sarau), a musa, escritora e musicista do underground Karina Silva, os músicos Rafael Campos, José Ricardo Maia (por sinal, este foi o sarau de despedida dele, pois está se mudando para Saquarema/RJ nos próximos dias), Jonas, Gabriel Carvalho, Luiz Guilherme, Uli Barros, Davi Barros e o mestre da filosofia punk underground Lucimauro Leite.
Foi bom demais retomar as raízes undergrounds do Sarau Solidões Coletivas (de tempos em tempos, fazemos um sarau mais elétrico como esse pra mesclar com nossas versões mais 'lights' e acústicas). Confesso que o público não foi dos mais satisfatórios: havia poucas pessoas durante nossa apresentação e muito pouco interesse em saraus undergrounds por grande parte do público (que, sendo underground, deveria, na minha opinião, ser menos alienado do que é). Não vou tapar as trevas coloridas com a peneira da hipocrisia - ainda confundimos ser undergrounds com ignorarmos poesia, etc, e enquanto não amadurecermos essa porra, vamos continuar na merda de descrédito que sofremos (sim, a sentença sem poesia é pra todo mundo entender que precisamos nos repensar), sem contar os ditos alternativos que não foram por preferirem serem sombras de concentrações festivas de bailes de medicina e/ou ficarem discutindo os rumos de Engels e Marx em mesas burguesas de bar. Mas, se a falta e certa apatia de público nos feriu um pouco, mantivemos nossa proposta e libertamos todos os nossos bruxos e bruxas do underground. Ou seja, no final, até que foi undergroundmente compensador; com o tema "Quebrando muros e abençoando bruxos e bruxas do underground", demos nosso recado poético e deixamos para os amigos leitores os vídeos do evento. Parafraseando Drummond, nossa arte não é difícil; é o seu ouvido que entortou.
E vamos continuar quebrando os muros, ou pelo menos, continuaremos tentando quebrá-los, amigos leitores! Arte Sempre!











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