segunda-feira, 3 de junho de 2013

Solidões compartilhadas: O céu da Rondônia de Selmo Vasconcellos

O dia chuvoso de hoje em Valença/RJ, município pertencente ao Estado do Rio de Janeiro na Região Sudeste do nosso imenso Brasil, me fez lembrar de um poema fodástico produzido pelo poetamigo Selmo Vasconcellos, em outra Região, o Norte do Brasil.
Conheci Selmo Vasconcellos através da rede social Facebook (na verdade, ele quem me encontrou devido a afinidades artísticas e amigos em comum e iniciou esse glorioso intercâmbio literário) e, a partir daí, acompanhei suas atualizações de perfil e, principalmente, sua maravilhosa arte, seus fodásticos e singelos poemas. Nascido no Rio de Janeiro, Selmo mudou-se para Porto Velho, no Estado de Rondônia, e abraçou com o coração e a poesia a nova região que lhe serve de abrigo até os dias atuaisDessa paixão por Rondônia, ele criou o poema “O céu de Rondônia”, produzido num dia de chuva; um canto de amor pela natureza que beija as terras com gotas de chuva, uma homenagem singela a Rondônia que Selmo aprendeu a amar e a transformar na musa inspiradora dos mais belos poemas. . Pra quem quiser conhecer melhor o autor, ele é autor do site “Portal Selmo Vasconcellos – De Rondônia para o Mundo!” (aí vai o link – vale a pena conferir: http://www.selmovasconcellos.com.br).
Tenho o prazer de, pela primeira vez, compartilhar minhas solidões poéticas com um poema que veio do Norte brasileiro, um belíssimo poema de Selmo Vasconcellos.
Recebamos a chuva de vida do poema de Selmo Vasconcellos, amigos leitores!
    
O CÉU DE RONDÔNIA

A chuva caiu
molhando a terra,
molhando também esperanças.
Por que odiamos a chuva?
Por que a amamos?
O céu ainda está coberto
por uma cortina escura.
Alguns pedaços perdidos de azul
tentam sobressair-se
no inferno cor de chumbo.

Mas sei que choverá novamente
e o sol voltará a brilhar.
Amarei o sol.
Mas cansar-me-ei de sua luz,
de seus raios.

Chuva novamente,
parece que a chuva só cai
para nos fazer meditar
Pensar na vida.

Amar a vida.


Um comentário:

  1. Lindo poema! Nos faz meditar sobre a singeleza da chuva...e da vida!
    Parabéns Selmo!

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