terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Solidões compartilhadas: O adeus que Isabel Cristina não queria dar


Hoje compartilho mais uma vez minhas solidões poéticas com a poetamiga valenciana Isabel Cristina Rodegheri. Reconhecida pelos leitores do blog como a musa dos haicais, desta vez, Isabel nos traz um poema emocionante, uma fodástica elegia (poema feito em homenagem a alguém falecido) em homenagem ao também fodástico artistamigo Adriano Gonçalves, falecido recentemente. Nas suas diversas passagens por Valença, o artista Adriano, amigo de Juliana Guida Maia e Zé Ricardo (filhos de Isabel), sabia que era bem-vindo na casa da poeta (no primeiro dia do ano, ela o esperava para o almoço de ano novo...). 
Escrito nesse período de melancólicas chuvas, o poema traz o ritmo triste da garoa intensa e nos aquece com as emoções tristes de um adeus que não queremos dar.
Em tempo: Isabel Cristina estará na homenagem a Adriano Gonçalves, que faremos no “Sarau Solidões Coletivas In Bar 10: Os sobreviventes do fim do mundo”, a ser realizado no Bar e Restaurante Cantinho do Churrasco, no Bairro de Fátima, em Valença/RJ, neste sábado, dia 19 de janeiro de 2013, às 19h. (Sim, a arte do fodástico compositor, artesão e músico Adriano Gonçalves permanecerá sempre conosco!)
Leiamos, amigos leitores, o adeus de Isabel Cristina Rodegheri que leva nossos queridos amigos ausentes pra eternidade presente de nossas emoções!

O ADEUS QUE EU NÃO QUERIA DAR

Da janela vejo a chuva caindo sem cessar.
Quantas reflexões ela nos traz apenas num olhar...
A melancolia me invade sem que eu queira;
Recordações de acontecimentos vividos
(Passados – Recentes),
Alguns ainda tão latentes...

Por que a vida às vezes nos machuca tanto?
Por que deixa em nossos corações um vazio tão grande?
Perguntas sem respostas...

No canto, um violão silencioso;
No rosto, um sorriso que não ilumina mais;
No ouvido, a voz que teimou em calar.

O que nos resta então?

Apenas lembranças – (que são muitas)
Permanecendo dentro de nós,
Iluminando nossas almas,
Perpetuando para sempre a sua história.


Um comentário: