terça-feira, 31 de julho de 2012

As Solidões compartilhadas se comunicam: "Um quarto de menina", de Cíbila Farani

Yeah!!! Depois de um ano de existência, as solidões coletivas chegam á sua maturidade: agora não sou só eu que compartilho solidões poéticas - elas agora se espalham entre os escritores e leitores e a estrela da poesia brilha cada vez mais única e coletiva! Hoje posto o fodástico poema "Um quarto de menina", da poetamiga valenciana Cíbila Farani (é a segunda vez que a poeta traz seus cantos e encantos para o blog), escrito em homenagem a Raquel Leal e seu "quarto de voar". O poema de Cíbila traz-nos aquela singeleza e ritmo raros, lembrando o estilo de grandes poetas como Mario Quintana e Manuel Bandeira.
Outra novidade que faz o poeta blogueiro que vos fala imensamente feliz é a confirmação da participação de Cíbila no Sarau Solidões (cada vez mais) Coletivas In Bar 5: O Quinto Engradado Lírico, a ser realizado no Bar e Restaurante Costelão, em Valença/RJ, no dia 18 de agosto, ás 18:30h.
Voemos mais uma vez, leitores, voemos!!!



Ah um quarto de menina
Nada nesse mundo se compara a um quarto de menina
Seu perfume de tantos vários outros perfumes misturados
Dança no ar
As pedras dos brincos pendurados na borboleta de enfeite
Brilham no ar
O som das risadas em tardes inteiras deliciosamente desperdiçadas
Ecoam no ar
Echarpes e lenços e meias de seda com broches de libélula
Voam no ar
No ar de um quarto de menina
Só é permitido sonhar
Só paira no ar de um quarto de menina
Tudo o que for referente a amar


domingo, 29 de julho de 2012

Solidões compartilhadas: O Quarto de voar de Raquel Leal


Hoje compartilho minhas solidões poéticas com a poetamiga valenciana Raquel Leal. Atualmente residente em Volta Redonda, conheci Raquel através da rede social facebook e, assim, começamos a trocar ideias líricas. No início, Raquel Leal mostrou-se receosa de mostrar seus poemas-pássaros para os olhos famintos de asas dos leitores, porém, com o tempo, à medida que as asas de seu lirismo cresciam, a poeta tomou coragem, libertou da gaiola do medo e da timidez os poemas-pássaros e resolveu nos apresentar o seu ‘quarto de voar’. Grande poeta, amante insaciável do bom uso das palavras, dona de um lirismo alado e brilhante, Raquel Leal declara-se ser muitas, e gostar de ser assim. “Não caibo em uma definição congelada, estática. Alimento minha alma com poesia, com música, com gentileza e alegria. Gosto do belo e preciso dele, preciso da arte, seja ela qual for. E eu tenho asas...”, declara a fodástica poetamiga.
E, agora, leitores, abram os olhos e voem, voem no fascinante quarto lírico de Raquel Leal:

Quarto de voar

Na penumbra da noite,
Dentro do meu quarto de dormir,
Sinto o conforto da chama da vela.
O reposteiro vazio faz com que anseie,
E meu querer já não é quietude.
Como dormir se meu pensamento voa alto?
Repenso as regras que uma moça direita deve seguir.
Aspiro coragem...
Convido-te a entrar e conhecer esse lugar sagrado e só meu.
- Entre sem medo, sou eu quem convida.
Esse é o meu mundo, imperfeito e confuso.
O aconchego do leito convida o olhar,
Quero que me vejas vendado
E assim ver-te-ei também, 
Pois a forma, a linha, os contornos
São meros artifícios efêmeros.
Meu querer é mais profundo.
Busco o calor - dos teus pensamentos
O doce sabor - de teus sentidos
Um toque surdo de tuas mãos - em minha alma.
Quando tocas minha alma percebo o equivoco,
Vendas limitam, são amarras do medo.
Retiro-as de ti e de mim,
Meus olhos pousam nos teus.
Tímida fito o quarto
Vestido de princesa, farda militar,
Desordem impecável, trajes ao chão.
Entre nós - há poesia.
Meus olhos emocionados enxergam os teus,
E os teus doces, mansos
Me dizem para repousar
Dentro do meu quarto de voar.

De Bob Lester a Carlos Orfeu passando por free styles, vertigens e miragens: Grandes momentos da 5.ª Edição do Identidade Cultural & Movimento Culturista


Sábado, 28 de julho de 2012, Café do bom, Cachaça da Boa, Rua da Carioca, Rio de Janeiro/RJ - Mais uma vez o evento Identidade Cultural & Movimento Culturista, organizado por Janaína da Cunha, mostra sua força e sucesso, desta vez com o tema "A voz e a arte da periferia"! Nesta quinta edição, entre diversas grandes atrações, o vídeo destaca a participação de Mc REMF, de Valença/RJ, mandando um free style acompanhado pelo músico Leandro Ribeiro; o lendário Bob Lester, com seus 99 anos (!) marcando presença e brilhando em sua interpretação para a canção de B. B. King, acompanhado do músico Marcio Bragança; Mirian Panzer, Oscar Zinelli e Juhnior Luiz interpretando poemas de Carlos Orfeu; Janaína da Cunha, Leandro Ribeiro e eu encerrando o evento com um Improviso Lírico-Musical, declamando (e transformando em poemas musicais) "As últimas vertigens" e "Miragem".

Velhos poemas juvenis: As últimas vertigens de 1997


Posto hoje um poema antigo que escolhi declamar com Janaína da Cunha ontem, na maravilhosa 5.ª edição do identidade Cultural & Movimento Culturista. Publicado em meu segundo livro, “Promessas desfeitas”, de 1997, o velho poema juvenil “As últimas vertigens” reflete uma parte ainda ingênua de minha poética e uma dor de cotovelo aborrecente finalmente superada. Com todas suas qualidades e defeitos, merece ser aqui relembrado, por sua busca humana pela ressurreição humana após uma desilusão amorosa, acontecimento comum em nossas solidões coletivas.
Espero que curtam essas juvenis últimas vertigens, amigos leitores; passemos por elas pra nos desiludirmos, pra encontrarmos uma ilusão melhor.

As últimas vertigens

Eu já perdi muitas noites de sono
Viajando por jardins
Em busca da verdade
Em busca de água, para minha sede
Mas só encontrei espelhos
Em que refletiam o mesmo eu
O mesmo tolo sonhador.

Não quero mais aquelas paisagens
Paisagens só me trouxeram ilusão
Busquei água onde era deserto
E perdido nas vertigens
Eu vi o seu rosto fugindo
Eu vi a dor.

Não quero mais isso!
Por favor, vá embora!
Mas me deixe um cobertor
Pra cobrir a morte nos seus olhos
Pra cobrir o que restou.


sexta-feira, 27 de julho de 2012

O sorriso do Coringa falecido ressurge das trevas


Pensando na estréia nacional de “Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge” e nas últimas notícias da violência contemporânea, resgato, hoje, no blog, o inimigo mais popular do homem-morcego, o Coringa. Mesmo falecido no filme anterior, o Coringa resolveu expor seu sorriso maligno nessa postagem do blog e traz-nos sua visão diante de mais um PM assassinado (a soldado valenciana Fabiana Aparecida de Souza, de 30 anos, morta durante um ataque de traficantes na Unidade de Polícia Pacificadora do Morro do Alemão), diante de mais um massacre em salas de cinema (desta vez, diversas pessoas morreram e foram feridas após ataque de um homem mascarado que atirou contra pessoas que assistiam à estreia do filme Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge em um shopping em Aurora, na região de Denver, no Estado americano do Colorado), diante da comparação equivocada entre Canudos e o Morro do Alemão feita pelo Coronel Mário Sérgio Duarte, autor do recém-lançado livro "Liberdade para o Alemão – O Resgate de Canudos" (triste e trágica ironia: o autor do livro autentica um massacre histórico em seu livro, enquanto a Unidade de Polícia Pacificadora é cercada mais uma vez no Alemão), diante de mais uma chuva de candidatos se promovendo através da violência, prometendo mais segurança através da violência, diante da tristeza na beleza das flores dadas às vítimas do horror da violência, diante do ser humano, incapaz da paz e criativo autor de novas violências. Batman ressurge em Gotham e o Coringa moribundo sorri para as trevas do mundo:

O sorriso do Coringa falecido ressurge das trevas

Você sabe como consegui esse sorriso rasgado nos lábios, menino morcego?
Foi ouvindo a palavra pacificação no Morro do Alemão,
Foi lendo a justificativa do massacre de Canudos feita por um coronel da PM que não interpretou “Os Sertões”, de Euclides da Cunha,
Foi sabendo do choque dos estadunidenses diante de um assassino louco no cinema matando a todos num país que dá licença pra todo cidadão comprar sua arma e matar,
Foi vendo mais um companheiro do ódio sem freio, sem origens, trazendo trevas para a Aurora, ressuscitando a bat-caverna de nossas almas e esperando ser derrotado por um herói que não há,
Olhe a beleza infinita das flores entregues às vítimas, olhe como são coloridas as flores que enfeitam o velório, flores coloridas enfeitando as cinzas,
Veja os candidatos lançando propostas políticas nas salas cheias de pessoas vazias, sinta a corrupção na boa atuação, a democracia se tornando uma ditadura familiar,
O mundo reclama por segurança e, ao invés de arte e educação, os homens criam pistolões e novas tropas com licença pra nos violentar,
Rá, rá, rá, somos todos órfãos da paz assassinada e sonhamos com uma violência armada que possa reinstaurar o que nunca houve, o que nunca haverá,
Rá, rá, rá, piada mortal, ironia mordaz: bilheteria estourada em filmes violentos, enquanto o ser humano pacífico continua fora de cartaz,
Rá, rá, rá, morro de rir vendo você ressurgir das trevas, menino morcego, enfrentando seus próprios pesadelos, em busca de uma paz que sua violência não será capaz de suportar,
Rá, rá, rá, meu sorriso rasgado beija seus lábios sérios; você não pode ressurgir das trevas, menino morcego, pois as trevas nunca saíram do lugar, sempre estiveram em você, em nosso brilho assassino, em nossa incapacidade de amar. 

quarta-feira, 25 de julho de 2012

A Escrita Back In Black: O escritor, enlutado, a vida ativa



Hoje, dia 25 de julho, não é só dia do escritor. Hoje faz 56 anos que o navio italiano Andrea Doria, que seguia para Nova York, naufragou após se chocar com o Stockholm (sim, o nome da linda canção, composta por Renato Russo, foi retirada desse fato histórico). Hoje faz 38 anos que a banda AC/DC lançou o seu primeiro álbum após a morte do vocalista Bon Scott, “Back in Black”, que já vendeu mais de 40 milhões de cópias no mundo inteiro (lembremos o refrão da canção- título: “'Cause I'm back! Yes, I'm back! / Well, I'm back! Yes, I'm back! / Well, I'm baaack, baaack... / Well, I'm back in black, / Yes, I'm back in black!” – traduzindo: “Porque eu estou de volta! Sim, eu estou de volta / Bem, eu estou de volta / Bem ,eu estou de volta, volta / Bem, eu estou de volta do luto, / Sim, eu estou de volta do luto!”). Hoje é dia do motorista, dia de refletirmos os perigos das rodovias, é dia de pisar no freio da morte e se dirigir atento de volta pra vida. Sim, hoje não é só dia do escritor, é dia daquele que, mesmo em luto, eterniza o mundo com palavras de vida.
Voltemos à vida, leitores, escrevamos, leiamos, voltemos sempre de volta do luto!!!

O escritor, enlutado, a vida ativa

Andrea Doria naufraga quando, saindo da Itália, pra Nova York seguia,
Mas o navio italiano afogado agora é título de uma canção brasileira e bonita
Que reflete as águas que nos afogam, as lágrimas infinitas,
A dor enlutada se tornou uma composição imortalmente ferida,
Viva Legião, viva o compositor, viva o escritor, viva a vida!
Enquanto as rodovias cansadas pelas arbitrariedades dos motoristas
Choram asfaltos de sangue, falta de freio e excesso de gasolina,
Entre o caixão e a enlutada família, o poeta escreve uma nova elegia:
Hey, minha gente sofrida, veja o morto se levantar, veja uma nova vida.

Meus heróis morrem de overdose todos os dias,
Assim como falecem ideologias em todas as esquinas,
Os Bons Scotts morrem em bons scotchs todos os dias,
A arte maltrapilha caminha pelos casarões em ruínas,
Mas, tudo que na vida se arruína, na arte se eterniza,
Na escrita, tudo ressuscita (até mesmo aquela praça destruída
Na administração falida – eis as palavras, elas estão vivas,
Até a minha praça arruinada de frente pra Rua Azael Farina
Está sendo reconstruída pelos sonhos do escritor, pela imaginação ativa).

Estamos de luto, mas a poesia está viva!
Estamos de luto, mas a prosa ressuscita!
Estamos de luto, mas temos a escrita!
Estamos de luto, mas voltamos pra vida!

terça-feira, 24 de julho de 2012

Sarau Solidões Coletivas In Bar 4: O Quarto Engradado Lírico (in vídeo)

Yeah! As solidões poéticas agora estão mais coletivas que nunca! No dia 21 de julho, terceiro sábado do mês, como se tornou tradição em Valença/RJ, realizamos o Sarau Solidões Coletivas in Bar, desta vez, em novo espaço e horário. O evento rolou no Bar e Restaurante Costelão, no bairro Getúlio Vargas, em Valença/RJ, às 18:30h, e contou comigo mais Ronaldo Brechane (estreando o stand-up comedy do evento), Zé Ricardo, Fael Campos, Juliana Guida Maia, João Paulo Maia (com a exposição de seus desenhos), Érick Ramos, Alexsandro Ramos, João Júnior, MC Wallace REMF, Willian Costa, Ana Rachel Coêlho, Chico Lima, Juliana Maia, Karina Silva, Wagner Monteiro mais poemas de Geovane Alves dos Reis, Jaqueline Cristina e Paulo Ras. O evento aconteceu em comemoração à quarta edição do retorno do Jornal Valença Em Questão. Agradecemos à equipe da Escola de Música Catavento pelo empréstimo do som.
O Sarau está tão povoado de arte que gerou três vídeos, que insiro abaixo:

Nessa primeira parte do evento, temos, entre tantas atrações, o Ronaldo Brechane estreando o stand-up comedy, Zé Ricardo & Fael cantando Roberto Carlos em versão punk, MC REMF e seu irmão Willian Costa emocionando a todos com a interpretação do rap "Pai" e a estréia de João Júnior no sarau.




Nessa segunda parte do evento, temos, entre tantas atrações, Juliana Guida Maia declamando poemas de Jaqueline Cristina e de Paulo Ras, Fael Campos solo, Zé Ricardo & Fael cantando composição de Adriano Gonçalves, o retorno de Wagner Monteiro e as estréias de Chico Lima, Juliana Maia e Karina Silva no sarau.


Nessa terceira parte do evento, temos, entre tantas atrações, MC Wallace REMF mandando um free style de improviso com um amigo no beat-box e Zé Ricardo & Fael Campos nos instrumentos, e o tributo a Jon Lord (ex-tecladista do Deep Purple, falecido recentemente) com uma jam lírico-musical de Carlos Brunno S. Barbosa, João Júnior, Zé Ricardo & Fael Campos.

Poemas juvenis: Resgatando as primeiras solidões coletivas


Após um ano de existência do blog, retorno às gavetas da memória (o processo é um pouco doloroso, pois envolve mexer em áreas empoeiradas de meu quarto, o que entope minhas narinas, devido a minha alergia à poeira) e reencontro o primeiro manuscrito meu em que surgiu a expressão “solidões coletivas”. É um poema antigo, creio que surgido entre o final da década de 90 e início dos anos 2000 (lamento aos leitores, mas, como Quintana, dificilmente dato meus poemas, e como a protagonista do filme “Como se fosse a primeira vez”, dificilmente me lembro com exatidão da época de surgimento do poema – me lembro de como surgiu, mas raramente me recordo quando; “relógios são necrológios”, guardo esse verso do poeta gaúcho Mario Quintana como um lema). Sei que, na época, estava com uma dor de cotovelo danada, a alma em maltrapilhos e os ouvidos ensurdecidos de tanto ouvir “Meu mundo e nada mais”, de Guilherme Arantes, e “Andrea Doria” e “Os barcos”, de Legião Urbana – vocês perceberão que o poema faz citações a essas duas canções inspiradoras. Aviso aos leitores que o poema tem suas imperfeições, uma certa loucura lúcida de quem passou por maus bocados, mas vale como documento histórico de onde veio a ideia para o nome do blog e, como afirma a escritora Clarice Lispector – cujo pensamento foi reafirmado por Caio Fernando Abreu em seu livro “Ovelhas negras” (obra inspiradora do formato de meu blog, neste estilo comentário sobre a obra e depois o texto) – por que só publicar o que nos é considerado perfeitamente bom, afinal, quem somos pra julgar o que é belo, o que é bom, se todos os gostos são relativos e se toda obra literária tem seu valor de acordo com a situação e o leitor ao qual que ela é apresentada? Mesmo assim, me permiti, como leitor de minha própria obra, algumas pequenas alterações (até a Clarice e o Caio Fernando Abriu se permitiam tais correções, então por que não o faria? rs), mas a ingenuidade poética da obra ficou intacta. Que o leitor faça seu julgamento (obra publicada é obra de todos – sou o pai, mas o filho é do mundo): com e para vocês, a minha primeira vez com as solidões coletivas:

À meia noite, à meia luz

À meia noite, à meia luz,
A metade de uma escuridão
É um capítulo constante
Nas páginas da solidão.
Mas nem por isso vou me lamentar,
Nem por isso vou me lembrar de ti.
Tens tuas novas certezas,
novos olhos pra se lembrarem de ti.
Não precisas de mim, nunca precisaste,
E esquecer-te não é um fato;
É uma necessidade.

À meia noite, á meia luz,
Em meus olhos marejados,
A cidade parece um porto
De solidões coletivas,
Barcos que atracam em desertos,
Barcos que nunca se encontrarão.
Estarei delirando? Não sei...
A solidão e a loucura caminham próximas,
Difícil saber quando uma encontra a outra no meu caminho...
Só sei que estou sozinho...
Alguém desse porto de desencontros
Sabe me informar
Se posso reencontrar meus sonhos
Na seção de achados e perdidos?

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Solidões compartilhadas: Voando nas asas de amor de Juliana Maia


Hoje o blog faz aniversário: 1 ano de existência, resistência e, principalmente, poesia! E, como as solidões são coletivas, comemoro compartilhando solidões poéticas com a poetamiga valenciana Juliana Maia. A própria autora se denomina como “uma menina feliz, e apaixonada pela vida. A que sempre tenta sorrir e acordar de bom humor. E acima de tudo, a que ama incondicionalmente seus amigos, familiares e o namorado!”. Dona de um lirismo fascinante e meigo, Juliana Maia nos leva a um universo lírico paralelo, onde toda dor e alegria são eternizadas pela beleza da palavra.
Voemos com Juliana Maia por esse mundo de “amor e asas”!

Amor e asas


Deixo-te ir
Com medo de te perder
Medo de nunca mais te sentir
E ter que te esquecer.

Vejo-te andar
Em direção ao horizonte,
Vejo te afastares
E a cada passo teu, de ti eu fico mais distante.

Vejo-te partir
Implorando para ficares
Mas com a mesma certeza que te deixo seguir,
Um dia eu sei que vou te reencontrar.

sábado, 21 de julho de 2012

Dia do Amigo na Cia do Livro: "Restos" ao vivo



Livraria Cia do Livro, Valença/RJ, Sexta-feira, 20 de julho de 2012, Dia do Amigo - Declamo o poema "Restos" com o músico Ronaldo, em homenagem ao Dia do Amigo. O vídeo inclui o músico Ronaldo tocando duas canções de Baden Powel.

Solidões compartilhadas: O Diferente de Karina Silva

Hoje compartilho minhas solidões poéticas com a poetamiga valenciana Karina Silva. Fã de Black Sabbath, Ventania, Cássia Elller, Slipknot e Sepultura e guitarrista da banda de estilo prog noise Gadernal, Karina Silva nos traz um eu lírico que anseia o desconhecido, ser livre muito além do que os outros conceituam como normal. Sua poética possui o sábio lirismo daqueles que sabem que cada verso deve ter seu sentido completo, único, e a condensação lírica que raros poetas iluminados pela busca de identidade têm.
Em tempo: Karina Silva estreará sua carreira poético-declamatória no Sarau Solidões Coletivas 4, que acontecerá hoje, às 18:30h, no Bar e restaurante Costelão, na Getúlio Vargas, em Valença/RJ. 
Vamos, leitores, rumo ao desconhecido com o eu lírico de Karina Silva!



Diferente

Sou diferente deles.
Em um pequeno instante, tento ser igual a eles.
Caminho no vazio, arrastando minha Solidão.
Pedaços de sonhos me guiam para ser livre.
Quero flutuar pelas nuvens
Para curar minhas feridas,
Procuro o Diferente
Nesse mundo de mentiras,
Sou diferente
Mas sou a mais feliz,
Estou indo para o desconhecido
Para ser livre
Com este último adeus.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

O amor nos dias frios: Inverno na alma


Esse acrílico do português Bruno Braddell
resume bem a sensação de inverno
na alma (conheça mais quadro dele em:
http://desenhoaguarela.blogspot.com.br)

Inverno, dias frios, necessidade de mais calor humano... Hoje posto um poema hibernado, escrito naqueles dias em que olhamos solitários o ambiente frio e estático, acendemos um cigarro e pensamos na pessoa amada e na neve que sua ausência nos traz...









Inverno na alma

É essa nicotina que me inebria...

Frio...
Vejo a natureza serena,
a esperança congelada,
o céu nublado,
o inverno na alma...

Cada vez mais frio...
Fecho meus olhos
e esse vento sereno
sopra saudades insanas...

É essa nicotina em ti
que me inebria,
é essa neblina sem ti
que congela minha alma,
é esse inferno gelado
que me desespera com calma,
é essa nicotina em ti
que me faz tanta falta!

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Solidões compartilhadas: Pais e perdas nas rimas velozes de MC Wallace REMF

MC Wallace REMF (à esquerda)
com Fael Campos
Foto de Vandré Fraga

Hoje compartilho minhas solidões poéticas com o rapper valenciano MC Wallace REMF (que significa Resistência E Mente Forte, o que, segundo Wallace, basicamente o definem). MC Wallace nos traz a letra do seu rap "Pai", finalista no 4.º Festival de Música (FIM) de Rio das Flores/RJ. "Essa é para todas pessoas que já perderam um pai e por mais que tenham dado amor em vida, ainda gostariam de ter tido mais tempo, ou ter dito mais coisas, ter abraçado mais e amado mais", afirma o rapper.
Em tempo: MC Wallace REMF estará novamente conosco no Sarau Solidões Coletivas in Bar 4, onde apresentará essa e outras de suas composições. O sarau acontece nesse sábado, dia 21 de julho, às 18:30h,  no Bar e Restaurante Costelão, no bairro Getúlio Vargas, em Valença/RJ.
Por enquanto, fiquemos com a reflexão que a letra do excelente rap de MC Wallace REMF nos deixa, lembrando, como Renato Russo, que "é preciso amar as pessoas como se não tivesse amanhã". Posto também o vídeo da apresentação de Wallace no 4.º FIM (no evento, MC REMF contou com Sandrinho no backing vocal).

Pai



Milhares de vezes pensei no por que, tentei entender
mas foi em vão, isso não faz sentido,
em um piscar de olhos tudo acaba, desaba...
e eu já não tenho mais você comigo.

É engraçado porque eu nunca gostei de perder,
minha pior derrota foi Deus ter levado você.
eu perdi o que para mim era o mais importante,
me dói saber que nunca mais nada será como antes.

Se fecho os olhos te imagino em quase todo lugar
Por impulso quase corro para poder te abraçar,
Porque contigo é onde eu encontro paz,
sempre lembro de ti, mas hoje eu quis lembrar mais...

Pai você não sabe a falta que me faz,
eu deveria ter te abraçado mais, demonstrado mais, aproveitado mais.
Pai você não sabe a falta que me faz,
se eu pudesse eu voltaria atrás e te amaria mais, a cada dia mais...

Nem tudo é ausência dor e solidão,
o que aprendi com você eu guardo dentro do meu coração
Que disparou, acelerou quase pulou do peito
quando te perdi e percebi que já não tinha mais jeito.

Minutos vêm, as horas vão e a lembrança é mais viva,
Quero saber quem é que escreve as linhas da vida,
quem tem o poder de opinar sobre quem vai e quem fica.
será que sempre essa história já esteve escrita ?

Daria tudo pra dizer o que eu penso desse absurdo
perguntar se o que rolou foi realmente justo.

Pai você não sabe a falta que me faz,
eu deveria ter te abraçado mais, demonstrado mais, aproveitado mais.
Pai você não sabe a falta que me faz,
se eu pudesse eu voltaria atrás e te amaria mais, a cada dia mais...

Mudou drasticamente tudo que me rodeava,
fez perder a fé em tudo aquilo que eu acreditava.
depois virou minha vida de ponta cabeça,
se tem que ser assim que seja com alguém que mereça.
Mas não desanimei, tô firme no meu ideal
pois sei que tudo nessa vida tem final

Pai você não sabe a falta que me faz,
Eu deveria ter te abraçado mais, demonstrado mais, aproveitado mais.
Pai, você não sabe a falta que me faz
Eu espero você esteja em paz, Pois Deus sabe o que faz, Deus sabe o que faz...




quarta-feira, 18 de julho de 2012

Jon Lord e os teclados celestes: Uma nova fumaça sobre a água


No dia 16 de julho, aos 71 anos, faleceu Jon Lord, ex-tecladista da banda Deep Purple e um dos autores da famosa composição “Smoke on the Water”. Vítima de câncer, Jon lutou contra a doença e a favor da eternidade da chama da arte. Em homenagem a esse grande artista, oferto uma nova fumaça sobre a água. Como afirmaram seus representantes, “Jon partiu da escuridão para a luz", e, com certeza, a chama rock não pode se apagar; seja onde ele estiver, sua música continuará a nos tocar.

Uma nova fumaça sobre a água



Setenta por cento do meu corpo é água
E tudo parece queimar.

Fumaça sobre a água, câncer no meu corpo,
Estou voando, o céu a me levar.

Meus órgãos feridos por uma doença estúpida
Agora são órgãos musicais
Que eu posso novamente tocar.

Ando sobre a água, o câncer levou meu corpo,
Mas agora o céu me deixa voar
Do jeito que eu gosto.

Estava frio e escuro demais, garota,
Agora a luz púrpura está de volta em mim
Sinto a chama até sobre o mar.

Fumaça sobre a água, toco fogo no céu
E meu som se espalha no ar.

Frank Zappa está aqui comigo
E Brian Jones também quer participar
Desse calor infinito,
Desse incêndio místico que a música nos dá.

Fumaça sobre o barulho das águas, chuva de guitarras,
Seja no céu aberto ou no tempo fechado, nós vamos tocar,
Fogo no céu, meus teclados tocam tempestades de chamas,
Seja nos raios de sol ou na chuva carente, nossa banda celeste vai te incendiar.



terça-feira, 17 de julho de 2012

Ao vivo: Leandro Ribeiro e eu no Brinde Rock à Poesia



MAC, Niterói/RJ, 14 de julho de 2012 - O poeta Carlos Brunno S. Barbosa e o músico Leandro Ribeiro homenageiam, respectivamente, Arnaldo Antunes e Engenheiros do Hawaii, no evento Brinde à Poesia de julho, em homenagem ao rock, organizado por Lucilia Dowslley.


segunda-feira, 16 de julho de 2012

Solidões Compartilhadas: Tempo de voltar à poesia com Rabib Jahara


Hoje compartilho minhas solidões poéticas com o poetamigo valenciano Rabib Jahara. Professor de História, leitor inveterado, Rabib nos mostra aqui uma face que poucos conhecem desse múltiplo professor e escritor: o poeta, com suas paixões, angústias e uma bagagem lírica, extensa e, às vezes, até pesada de se carregar dentro de si. Afinal, Rabib sabe como é difícil suportar um lirismo querendo explodir, libertar-se, se as atribulações / encargos do nosso dia a dia nos sufocam! Sim, a arte escrita de Rabib traz esse desespero, esse desejo de desapegar-se, de ser eu lírico livre, ao mesmo tempo em que constata a necessidade de implodir-se (explodir liricamente apenas dentro de si), suportar a realidade, cumprir as tarefas, tentando não perder os sonhos poéticos que carrega. Por isso, sua poesia traz idas e voltas, um eterno partir-se inteiro, um constatar-se para um novo desconhecimento. E é numa dessas idas e voltas que se insere o poema rabibiano que posto hoje: o “Tempo de voltar” nos mostra esse encontro em desencontros, esse ter que sair do conforto do lar, ter que enfrentar o tempo, o jogo da ilusão e realidade, pra, finalmente, poder reencontrar-se.
Então, leitores, é tempo de voltarmos à poesia com Rabib Jahara. Nos reencontremos, amigos.   

Tempo de voltar

Às vezes eu rio no seu sofá
Nem percebo que a hora passou
Parece uma eternidade estar aqui com você
Parece que o tempo para. Parece que ele voou.

Nem sei porque. Acho que é ilusão
Tempo pare, por favor! Estou aqui com você

E me despeço, até mais ver
É mais um final de semana longe mim
Me encontro em caos e confusão
Só não sei por que é assim

Não sei o porquê. Nem quero saber
Tempo ande, por favor. Você já não está mais aqui.

E só espero o reencontro
Poder sorrir, poder te ver
Poder esquecer o tempo e da hora
E de todo o resto que puder esquecer.

(Rabib Jahara - 17/10/1999 - 22:55h.)

domingo, 15 de julho de 2012

Under road: Intervenção poética no Garagem Acústica no Dia do Rock


Dia do rock, 13 de julho de 2012, Moto Rock Club, São Gonçalo/RJ - Projeto Garagem acústica ganha uma intervenção poética comigo, Janaína Cunha, Hélio Sória e banda. Durante a apresentação, foram declamados os poemas "Retorne de onde você estiver (Mantra grunge para Kurt Cobain)", de Carlos Brunno S. Barbosa e o poema "Miragem", de Janaína Cunha, ao som de "Come as you are", muito bem executado por Hélio Sória e banda (Garagem Acústica).
Como afirma o próprio Axel, que filmou a intervenção, o vídeo ficou super-escuro (tanto que o vídeo contém um xingamento do poeta que vos fala), mas vale como um registro da manifestação contracultural realizada no Moto Rock Club, no Dia do Rock.


quinta-feira, 12 de julho de 2012

Direto do túnel do tempo: Lançamento de "Diários de solidão" - como tudo começou

Véspera do Dia Mundial do Rock, o blog no dia 23 deste mês fará um ano, fatos que trazem à tona velhas lembranças. Nos vídeos abaixo, são revelados momentos do lançamento do meu sexto livro "Diários de solidão", 'muso' inspirador deste blog. O evento aconteceu na Casa Léa Pentagna, em Valença, no dia 15 de outubro de 2010 - ou seja, há quase dois anos - e, como os anteriores, só que desta vez mais expressivamente e numericamente, contou com a participação de diversos artistas da região: o professor mestre-poeta-filósofo-rei-do-desbunde-niilista Alexandre Fonseca, o Grupo Teatral Arte-Ofício, que me acompanha em saraus desde o lançamento de meu primeiro livro, em 1997; a poeta Beatriz Oliveira, que conheci no sarau (que, até hoje, rola toda terceira sexta-feira do mês) na Livraria Cia. do Livro; Sônia e Licea Vaz; Fael Campos; Nilo Canedo e Grupo Carta na Manga; o experiente poeta Duarte; a banda Gadernal (que marcou seu retorno a shows nesse evento), Lucimauro Leite, Wagner Monteiro (o Ryu), o Black Cult, as pinturas de Ailton e Denis Pereira, os esculturas de Max Vitor e de Edinho Batera, etc. Os eventos de divulgação do livro "Diários de solidão" aconteceriam, depois, em outras cidades,  inspirariam a criação do blog que vocês leem nesse momento até amadurecerem o que hoje chamamos de Sarau Solidões Coletivas.
Infelizmente, apenas um terço do que aconteceu no evento está registrado em vídeo, porém dá pra vocês, leitores, terem, mais ou menos, uma noção do que foi o evento de 2010 e o quanto ele contribuiu para inspirar o surgimento dos saraus multiculturais que realizamos atualmente. Convido ao passageiros leitores que viajem comigo nessa viagem no tempo, de volta ao passado, em agradecimento ao presente liricamente formidável que esse fato antigo proporcionou na concretização das solidões coletivas:









quarta-feira, 11 de julho de 2012

Solidões compartilhadas: Juliana Guida Maia, inspirada em Gadernal


Hoje compartilho mais uma vez minhas solidões poéticas com minha companheira e poeta Juliana Guida Maia, desta vez inspirada na furiosa canção da banda valenciana Gadernal, liderada por Giovane Nogueira. Desde que o Gadernal lançou o vídeo extremamente lírico (vocês podem assistir ao vídeo, logo abaixo do poema) dessa canção prognoise (mistura de progressivo com noise), Juliana se interessou pelo título da canção composta por Giovane Nogueira, fato que acabou inspirando-a a produzir o furioso poema abaixo.

O poema já foi declamado pela autora na primeira edição do Sarau Solidões Coletivas in Bar e ganhou elogios e aplausos da maioria da plateia, inclusive do autor da canção original. Um poema desabafo, noisado, furioso, docemente perturbador, tudo que um ser humano quis dizer ao seu inimigo íntimo (todo mundo tem um; não seja hipócrita, rancoroso amigo leitor) e não teve a ousadia lírica de Juliana Guida Maia pra falar:


Sinceramente eu quero que você Morra
(inspirado nessa incrível frase do Gadernal)

Tua presença de sal travestida de olhar doce
Teu cheiro fétido enganado em perfumes melados
Teu véu de fel emaranhado em cabelos encaracolados
Tua hipocrisia me enaltece de palavras nada poéticas
Grandes palavras, pequenos palavrões
Três palavras com P que não começam com poesia
Mas na censura adulta do dia a dia ... calo
Resta-me somente roubar pra ti um verso
“Sinceramente eu quero que você morra"



terça-feira, 10 de julho de 2012

Sarau Solidões Coletivas in Grade do Rock: Os balas negras na fortaleza poética


Bem próximo ao Dia Mundial do Rock (13 de julho), posto o vídeo do sarau mais rock que já fizemos!
07 de julho de 2012, na Grade da Praça da Bandeira, Valença/RJ - O "Sarau Solidões Coletivas in Grade do Rock: Os balas negras na fortaleza poética" abriu o show de lançamento do CD da banda The Black Bullets. O sarau teve a participação de Carlos Brunno S. Barbosa, Juliana Guida Maia, Ronaldo Brechane, Jaqueline Cristina, Alexsandro Sandrinho, Zé Ricardo, Fael Campos, Jaqueline Cristina, Walace REMF, Ana Rachel Coêlho, Giovanni Nogueira e Gilson Gabriel, e teve o apoio da banda The Black Bullets e do Jornal Valença em Questão.


Solidões compartilhadas: Os poemas sem palavras de Lorraine Ferreira Restart


Sabe aqueles desenhos que, na adolescência, fazemos nos espaços vazios ou nas folhas finais dos cadernos escolares (às vezes, quando concluímos os exercícios, outras vezes, no meio de uma aula chata – neste segundo caso, hoje, como professor, me cabe censurar, afinal como a aula vai ficar interessante se continuarmos a hostilizá-la?)? É, sabe aqueles desenhos feitos com tanto esmero e fervor juvenil? Pois é, ninguém liga pra poesia contida naqueles desenhos. Por isso o blogueiro que vos fala resolveu, a partir de agora, valorizar a poesia sem palavras contida em cada um desses desenhos – a partir de agora, os desenhos da adolescência tem vez e, assim, suas solidões e incompreensões unem-se à coletividade do blog! É uma forma de resgatar muito da minha arte incompreendida por alguns professores da minha adolescência (se não fossem as professoras de Português Ieda e Selma Monteiro, mais o poeta-mestre Moacir Sacramento, o poeta que vos fala não existiria – lembrando que comecei desenhando; minha mãe guarda alguns dos meus traços tortos até hoje rs), é uma forma de sobreviver o adolescente em mim, nas minhas solidões coletivas (com pretensão que ele sobreviva nas tuas também, amigo leitor), é uma forma de não enlouquecer envelhecidamente por completo, é uma forma de reformar a forma. Por isso, aqueles desenhos não serão mais aqueles; serão esses, pois eles estão e sempre estarão aqui; sempre que se destacarem aos olhos adolescentes, sempre que trouxerem o diferencial potencial, os desenhos adolescentes serão poemas sem palavras com muito pra dizer. Lembro também que grandes artistas, como John Lennon, começaram assim (o caderno de desenhos juvenis do ex-beatle valem uma fortuna após seu falecimento!).
E recomeço essa nova solidão compartilhada do blog com os desenhos de Lorraine Ferreira, que inspiraram a introdução dessa postagem. Aluna do sétimo ano, a teresopolitana Lorraine é corinthiana e amante das artes e do rock (seja o happy rock do Restart – que eu confesso não gostar, mas gosto não se discute no momento em que compartilhamos com o coletivo plural e artístico – ou o hard rock de Guns n’ Roses). Abaixo posto dois desenhos da jovem artista: o desenho que ela fizera de um integrante da banda Restart – reparem na aliança da bandeira do Brasil com o símbolo da banda no fundo, somados à preocupação da artista com detalhes do muso inspirador (tatuagens, etc.) – e um outro, extremamente terno e romântico, com inspiração nos traços do mangá (dos quadrinhos japoneses). Boa leitura, jovens leitores e que a chama de nossos olhos nunca percam aquele ‘restart’ (em português, ‘reiniciar’, ‘recomeçar’) adolescente: