sábado, 3 de novembro de 2012

Solidões soturnas compartilhadas: O réquiem do vampiro de Karina Silva

Karina Silva
Foto de Vandré Fraga
Hoje compartilho, mais uma vez, minhas solidões poéticas com a fodástica poetamiga valenciana Karina Silva (ela já virou sócia do blog, tantas as vezes em que a convoco pra compartilhar solidões poéticas no blog rs). E hoje ela nos traz um poema vampiresco (esqueça os Edwards, amigos leitores, o vampiro dela é muito, muito mais assustador e fodástico que essa 'quase fada' da saga Crepúsculo) pra arrepiar os cabelos e agitar os caninos dos leitores amigos amantes desse fantástico universo gótico e noturno chamado literatura soturna. 
Em tempo: O poema será declamado hoje, às 20h, no Bar Na Moita, em Cambota, em Valença/RJ, no Sarau Solidões Coletivas In Bar Especial - Punk Rock Noise Horror Show: O Halloween Poético". Recomendo que leiam o poema ao som de "Nos braços da vampira", da fodástica banda Zumbis do Espaço.
Boa leitura e durmam com os morcegos, amigos leitores!


O réquiem do vampiro

Na luz da lua
Vampiros atentos irão surgir,
Cientes de que sua presa não poderá fugir...
Incontrolável a sede de sangue
Os submete ao mais abstrato transe!
Revelando sua verdadeira face,
Que pacientemente guardavam sob um disfarce!
O belo rosto some
E a sombra negra cresce!
Perdido no inferno da realidade,
O Vampiro não tem idade,
Tão pouco piedade...
E, por isso, sua maldição de viver só pela eternidade!
O dia começa a clarear,
Vampiros voltam pra descansar,
Agora novamente em suas máscaras angelicais do mal,
Pensando na próxima noite,
Em que irão desfazer a carne
E trazer o caos!  


Desenho do fodástico mulltiartistaluno Ivan Esteves,
da E. M. Alcino Francisco da Silva, de Teresópolis

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