sábado, 17 de novembro de 2012

Solidões compartilhadas: As almas de Fernando Vieira


É com prazer imenso que compartilho minhas solidões poéticas com o professor e poetamigo teresopolitano Fernando Vieira. Conheci Fernando na E. M. Alcino Francisco da Silva, onde lecionamos. Certo dia, ele me informou que escrevia umas ‘poesiazinhas’ de vez em quando; então pedi que Fernando me enviasse suas obras poéticas. Depois de algum tempo, abro minha caixa de e-mails e me deparo com as ‘Poesias completas’ de Fernando, baixo o arquivo, começo a ler junto da poeta e companheira Juliana Guida Maia e - PQP! – é POESIA BOA PRA CACETE, DO CARALHO! As ditas ‘poesiazinhas’ de Fernando Vieira são algumas das maiores obras-primas poéticas que já havia lido de autores contemporâneos dos últimos tempos, de raríssimo lirismo, simplicidade sublime e sensibilidade e razão extremamente bem medidas. É raro, nesse universo de comedidos ‘homens de bom gosto’, que prezam pela mesmice tediosa, encontrar poetas fodásticos, que seduzem as palavras com o lirismo mais apurado, como ele.
Em tempo: o fodástico poema que posto hoje me lembra a poética simbolista de Cruz e Sousa e será lido no Sarau Solidões Coletivas In Bar de hoje, dia 17 de novembro, no Bar e Restaurante Costelão, no Bairro Getúlio Vargas, em Valença/RJ, às 19h. Não percam!

AS ALMAS

Eram alvas
E calmas
As auras
Das almas...

Brilhavam como
Estrelas-d ’alvas
E se abriam
Como as valvas,
E curavam
Como as malvas...

Eram salvas
Pelas palmas
Do Criador.

Hoje são trevas,
São calvas
De auras.
São penadas almas
Sem luz,
Sem brilho,
Sem nada.


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