sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Solidões compartilhadas: As "Horas mortas" de Juliana Guida Maia

Esse tempo meio nublado, esse estranho frio de agosto me fazem lembrar um dos poemas mais fodásticos que já li da poeta valenciana Juliana Guida Maia: o poema neo-concretista melancólico “Horas mortas”. Para que os leitores possam ler a obra no formato apropriado dos versos, posto a imagem dele na folha. Compartilho solidões poéticas com Juliana Guida Maia por três motivos:
Motivo 1 – O poema dela é fodástico, já falei.
Motivo 2 – Esse poema está na lista dos poemas que declamarei amanhã no evento Identidade Cultural & Movimento Culturista, na Rua da Carioca, 10, Rio de Janeiro/RJ, às 11:30h.
Motivo 3 (e nem um pouco menor que os anteriores) – Diante de uma semana tão degastante, tô meio emo hoje, com uma saudade danada da Juliana, que, como bem me lembra Renato Russo, que é só ela “que tem a cura pro meu vício de insistir nessa saudade que eu sinto de tudo que eu ainda não vi”.
Boa leitura, amigos leitores, e que as nossas horas mortas sejam resgatadas pela mãos ressuscitadoras da Poesia.


Horas Mortas

Horas mortas
Criatividade morta ...cansaço
Meu coração em repouso...repouso angustiado
Era pra ficar uma saudade ... mas o que fica é uma tristeza
Pálida , simples...calada... uma vontade de deixar de ser ...não acontecer
Anoitecer o coração, e o sonho que era tão bom...agora é pesadelo... suor noturno ...alucinação.
Escrever pouco, falar pouco, cantar quase nunca, não chorar , não reclamar ... amar..pra que?...apenas
calar , deixar o dia morrer, a hora morrer, o tempo morrer, e a esperança esmorecer, até de...sa...pa...re...cer...








2 comentários:

  1. Rsrs, emo é otimo. Bem o que esperar dos amantes de belos versos, senão o encontro numa grandiosa Epopeia.

    ResponderExcluir
  2. Maravilhosamente sublime
    inspirado neste belo poema
    nasce do espontâneo, este poema
    como um grito, um poema sem pretensão
    nenhuma, mais nascido do ventre de um belo poema
    que acabei de alumbrar-me.

    o som de um toque
    não chegam na porta
    nem um ecoar de meu nome
    gritado por outra boca
    não chega em minha janela,
    moldura expressionista onde apenas
    vislumbro paisagens em preto e branco
    correspondendo o meu sentir nestes lapsos instantes

    Hora morta
    o que vier nesta hora
    nada importa
    apenas sentir,
    e calar-se.

    Carlos Orfeu

    ResponderExcluir