quinta-feira, 21 de junho de 2012

Rock Poema: Balas negras para o clássico "Black Dog"


Hoje é aniversário do músico amigo Felipe Martins, guitarrista da fodástica banda valenciana de rock'n roll Black Bullets. Em homenagem ao aniversariante, fã de Led Zeppelin, finalmente faço meu tributo à banda da qual ele faz parte. Para isso, inspirado nas preferências do amigo guitarrista, usei como base a sensualíssima "Black Dog", clássica canção da banda de rock Led Zeppelin, do quarto álbum do grupo britânico, listado entre os 200 álbuns definitivos no Rock 'N Roll Fame.

Composta por Jimmy Page, Robert Plant e John Paul Jones, eleita a 300.ª "Maior Música de Todos os Tempos", na lista da Revista Rolling Stone, seu conteúdo original traz um eu lírico seduzido por uma mulher de pernas grandes que quase o leva à destruição ( o título da canção foi em homenagem a um cachorro que ficava entrando e saindo do estúdio, enquanto o Led "Zeppelin IV" era gravado).
Em minha (sub)versão rock poética, batizada de "Balas Negras" (tradução em português ao pé da letra do nome da banda Black Bullets), mantive o teor altamente sensual da canção zeppeliana e apresento um eu lírico também seduzido por uma mulher (só que, na minha versão, os seios ganham mais destaque que as pernas grandes), que o leva a submissão pelo poder sexual que ela tem. As metáforas com a guitarra (que significaria o membro sexual do eu lírico diante da musa) e a fortaleza (que significaria o quarto do eu lírico, onde o casal se relaciona) são, respectivamente, um tributo ao instrumento musical que Felipe toca (fazer boa música, boa arte é seduzir o ouvinte, numa relação quase erótica, com possibilidades de levar o espectador - e, no caso do poema, a interativa espectadora rs - ao êxtase) e uma citação do segundo single, divulgado na net, do futuro disco autoral dos Black Bullets, a ser lançado no dia 07 de julho, às 17h, próximo à Grade da Praça da Bandeira, no centro de Valença/RJ. Se contarmos o vício do eu lírico pela garota, temos, na minha (sub) versão poética, a tríplice rock "Sexo, drogas e rock'n roll" 
Espero que o aniversariante goste do presente e que os leitores também se sintam presenteados. Deixo também pra vocês a música que inspirou essa (sub)versão rock poética, tocada pelo Led Zeppelin e, também, em versão brazuca desafinadamente executada pelo Vinny (sim, pasmem, aquele mesmo do "Mexe a cadeira" - antes e depois da fama [ou antes e depois de se vender ao mercado musical], ele já fez coisas meio - eu disse "meio" - rocks) pra todo mundo desejar que o Black Bullets faça a versão brazuca ideal da canção rs. Dedico também a todas as musas de vestidos pretos que deixam as balas negras apontadas para a felicidade dos olhos fascinados do poeta, que é enamorado e satisfeito, mas não é cego rs.


Balas negras

Ei, ei, moça linda,
Teu corpo sorri pras minhas músicas,
Meu ritmo entre tuas pernas,
Te dedico meus acordes mais crus e nus.

Oh, oh, garota,
Teu corpo dança pra mim,
Pra minha guitarra de sangue,
Pra mais um solo sem freio, sem fim, sem lei.

Hey, hey, baby,
Nesse vestido preto, teus seios são balas negras
Agora em minha fortaleza peço que tires
Quero vê-los claros apontados pra mim outra vez.

(Oh yeah, oh, yeah
Ah, ah, ah,
Oh yeah, oh, yeah,
Ah, ah, ah!)

Rock’n roll, teu calor nesse momento frio
Aquecem-me um novo acorde, um eu menos sombrio...
Minha guitarra arde e continuas a me aquecer;
Cada vez mais quente, ela ameaça derreter.

Hey, baby, oh, baby, perigo, baby,
Como solar minha guitarra quando fores embora?
Hey, baby, oh, baby, perigo, baby,
Como fica minha alma quando fores embora?

Depois de uma noite longa, preparas a dança final,
Ensaio um solo sem fim enquanto preparas um tchau fatal...
A música some, sinto tudo acabar,
Sou ídolo decadente depois de ser rockstar...
E agora me dizes o que me sobrou;
Se levas minha alma, o que me restou?

(Oh yeah, oh yeah,
Ah, ah, ah,
Oh yeah, oh yeah,
Ah, ah, ah)

E eu quero tuas balas negras outra vez
Apontadas pra eu te despir, acho que me viciei...
Tua dança tão profana que me faz tão bem,
Minha guitarra a te solar, outra noite, será que vens?




Um comentário: