sexta-feira, 6 de abril de 2012

Solidões compartilhadas: Amanda Cristina e a imensidão de seu eu


Hoje compartilho minhas solidões poéticas com a jovem Amanda Cristina, outra genial aluna escritora da E. M. Alcino Francisco da Silva, de Teresópolis/RJ. Os leitores deste blog já reconhecem o nome dessa promissora poeta: ela foi uma das premiadas no Concurso Nacional de Poesias da ALAP/RJ, Categoria Juvenil, no ano passado. Dona de um eu lírico sempre angustiado consigo mesmo e com o mundo a sua volta, desta vez Amanda Cristina nos transborda lirismo autêntico e intimista, com o seu “Eu mesma”. Preparem o salto, leitores, e mergulhem na imensidão desse eu, “sem fim e sem começo”:

Eu mesma

Por quê?
Por que eu?
Por que não outra pessoa?
Vivendo este vazio,
nesta imensidão triste,
sem fim e sem começo,
neste tormento,
procurando paz
e achando guerra,
em confronto comigo mesma...
Meu corpo apanhado à loucura
de colocar pra fora
o sentimento de revolta...
Minha mente doente
procurando resposta...
Agora eu sei que estou me matando,
tentando a minha grande independência...
Não consigo controlar mais
o meu interior colocado pra fora
e consumido...
Olho no espelho e não vejo
o que as pessoas me dizem,
não tenho mais autocontrole...
Vivo sorrindo, escondendo a tristeza,
no colapso com a realidade e a imaginação...
E a felicidade, estou muito longe de encontrar...
Acho que o defeito sou eu, nada
além de mim mesma...

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