sábado, 10 de março de 2012

Poema etílico: Papo de Bêbado


Chuva intensa outrora, sereno melancólico agora. Juliana e eu vivemos a desventura do show da banda Dooelo, em São Caetano/SP, que não aconteceu; num hotel numa outra cidade, ainda esperando o que não haverá. Numa hora dessas, só nos resta o plano B: Beber e outras cositas más (só pra maiores de 18 anos rs). Em homenagem a tudo isso, oferto aos leitores o meu “Papo de Bêbado”; pra ser lido bêbado e com moderação (em breve, será lançado o clipe deste poema, com declamação embriagantemente embriagada da poeta, intérprete e professora Rosangela Castro):

Papo de bêbado

Pô, não dá, cara... Você quebrou o negócio
se é que há negócio sem dinheiro,
se é que há negócio no ócio do sono.
Estou dormindo de olhos semiabertos,
janela aberta, portas fechadas;
sinto fome de amizades que não despertam,
sinto fome se é que há fome depois que se come,
se é que há fome dormindo acordado...
Então... então nada!
Nado ao nada na mariposa melodia
de um temporal sonoro de alegria
que não sinto, que não ouço
- eis o vulcão, eis a erupção
do que não explode,
do que não há erupção;
eis as lavas das gotas de vinho
que descem em minha boca
ora suaves, ora secas,
mas sempre tintas, fixas fantasias de Baco ardente!
Bebo, bebo, bêbado, putz!
a boca e a bebida numa comunhão
de felicidade sem união, sem fim...
Pô, não dá, cara, para conciliar as palavras,
porque você nada disse, você não quis,
então bebamos felizes
por tudo que você não disse,
por tudo que você não quis!...

Um comentário:

  1. Pô, cara, você tinha que me lembrar de Baco, ah!!!! Baco, Baco rsrsrs. Ah! melhor é sucumbir como recomenda o Grande Dândi, Wilde.Vou abrir o vinho que estava guardando para uma ocasião próxima rsrsr, tá um calor dos diabos e ele tá geladinho. hummmmmmmmm. Tim tim Carlos, beba o tinto com Juliana que bebo o branco com... igo.

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