sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Poema clássico: Mozart Vagabundo

No dia 27 de janeiro de 1756, nasceu um dos maiores compositores da música clássica, o fantástico Wolfgang Amadeus Mozart. O compositor austríaco foi autor de mais de seiscentas (!!!) obras, muitas delas referenciais na música sinfônica, concertante, operística, coral, pianística e de câmara. Mozart é visto pela crítica especializada como um dos maiores compositores do ocidente, conseguiu conquistar grande prestígio mesmo entre os leigos, e sua imagem se tornou um ícone popular. Devido a esse caráter popular de Mozart, um novo devaneio lírico meu e minha melancolia clássica, ouvindo principalmente "Andante (trecho), do Concerto para Piano e orquestra n.º 13 em dó maior K. 415", executado pela Orquestra do Festival de Lucerna, regida por Rudolf Baumgartner (de um CD promocional da edição n.º 1 da revista Diapason, "em comemorações aos 250 anos de nascimento de Mozart"), um poema veio lentamente se compondo dentro de mim. Assim surgiu o "Mozart vagabundo" (vagabundo, pois entendia pouquíssimo dos meandros da música clássica - estudei um bocado pra criar meu eu lírico maestro). Em homenagem aos 256 anos de nascimento de Mozart, publico o poema que fiz inspirado em suas composições e que chegou a ser premiado com 4.º lugar no Concurso de Poesia Contemporânea 2009, em Santos/SP (na premiação, o poema recebeu um clipe todo especial da Contemporânea, que, em breve, passarei para o youtube e, logo mais, pro blog). Deixo também um vídeo de apresentação da composição que mais me inspirou (não é com a mesma orquestra, nem o mesmo clima de outrora, mas o ritmo que mexe com a partitura de meu coração e o clássico contágio de lirismo são os mesmos):



Mozart vagabundo

Noturno no meu quarto iluminado pela escuridão
A canção persegue minha mente, me cega
A noite com suas luzes negras
                                   Essa lua, nua, tua, sem fronteiras
Apenas curvas, infinitas, infindáveis
                                   Inefáveis curvas, te curvas sobre meu leito
Suíte sutil, sonata insone
                                   Amador Amadeus, meus olhos contemplam
Teu corpo - piano macio
Allegro desejo - música dentro de mim
Mozart vagabundo, meus dedos percorrem
                                               Tuas teclas alvas, róseas, melodiosas
1.º Movimento: boca, pescoço, orelhas, seios
            2.º Movimento: contínuo descendo
              3.º Movimento: oh! doce veneno ah! caixa de Pandora!
De ti escapam todas as notas
                        Que cego tateio na partitura do vento,
                                                                       Na composição da aurora

                                   Dó maior: o sol me acorda
E meus dedos estão inativos, inúteis, vazios...
Concerto em desconserto: meus dedos perdidos
No piano ardente de tristes e solitários
Raios de sol.   


Um comentário:

  1. Caro sr, Eu Lírico Maestro, nada entendo de música, a não ser a ordem: "Da Capo" que recebia da maestrina Haide quando de meu voluntariado em um coral na faculdade.

    Portanto, agora desejo aqueles que amam musicalmente "da capo" 1º, 2º e 3º movimentos do 10 ao 13 versos do seu poema.

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