sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Solidões compartilhadas: O poema astronômico de Alessandro

Hoje é Dia da Astronomia e, em homenagem a essa data, posto o poema de um ex-aluno chamado Alessandro, que tive no ano passado, na falecida (alagada e destruída pelas chuvas de janeiro na região serrana) E. M. Nadir Veiga Castanheira . Não lembro o sobrenome do rapaz; ele chegara de outra cidade e entrara para a turma 901 no meio do ano letivo, era extremamente tímido e permanecia com talentos imensamente escondidos até que uma constelação lírica surgiu em poema micro e único (ou micro-univérsico rs), no Projeto de Ciências-Português "Olimpíada poética de Astronomia", que eu (professor-poeta de Português) fiz em parceria com Thiago (professor-piadista de Ciência). O paradeiro de Alessandro me é tão misterioso quanto seu universo particular e silencioso. De seus silêncios imensos,  ficou apenas o poema espacial entregue:  

Eu vou estar

Eu vou para lá
e para cá
aonde você for
eu vou estar
vou para onde
você me levar
eu sou a lua
que veio do espaço
para iluminar.

Alessandro  

Um comentário:

  1. Vc tem razão simples e poético,legal o poema e o post, sr. professor-poeta - sempre acordando a arte que dorme nos alunos!

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