quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Minha despedida premiada: Esse tempo portanto

Posto hoje o poema "Esse tempo portanto", premiado com Menção Especial no Concurso de Poesias da Academia de Letras de Paranapuã, na Lapa, Rio de Janeiro/RJ. O poema, escrito originalmente em 2006, fala sobre conclusões e despedidas, ponto final. O vídeo (mais abaixo) traz a declamação do poema no dia da Cerimônia de Premiação, ocorrida no dia 12 de dezembro de 2011.



Esse tempo portanto

Portanto é adeus.
            E eu fecho a porta.
            Um calor lá fora...
            E esse vento aqui dentro.
            O que há com o tempo?
            Esse sereno, eu sereno:
                                               Portanto é adeus...
...         E eu não choro.
O sol rindo, indo embora, embora...
E essa chuva por dentro.
E esse brilho por fora.
Aflição diante da lua nova:
                                   Portanto é adeus?
Nenhuma resposta.
Nenhuma vitória.
Nenhuma derrota.
Apenas a mesma memória, memória com a mesma história, história...
            (Eu amava, tu partias, ele chegava).
Apenas a lua nova cada vez mais nova, mais nova...
                        (Ele é o vento, tu és distância e eu, eu não sei...).
Sem nós amarrados.
Sem vós remotos.
Sem eles ou elas indeterminados.
Só a espera, espera... Espera!                        
                                                           Já era.
Já foi.
            Que há com o tempo?
                                               Esse tempo portanto.
                                               Esse tempo adeus.
Portanto tempo,
Portanto adeus.


2 comentários:

  1. É lindo o poema, rs, o tempo é tão ardiloso, provoca tantas mudanças...

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  2. O sol lá fora, fechei mais uma porta e abri a de teu poema. Cá, estou a le-lo de felicíssima. Parabéns!!!!!!!!!!!

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