quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Nair Garcia e Raphaela Joplin: Solidões compartilhadas entre mãe e filha


Hoje compartilho minhas solidões com duas poetas: Nair Garcia e sua filha Raphaela ‘Joplin’ Garcia. Os poemas de ambas as escritoras mantém o clima psicodélico e harmonioso da ‘paz e amor’, já sugerido em minha postagem “Tributo a Led Zeppelin”. O primeiro poema, de Nair Garcia, bem recente, marca o retorno dessa grande artista. O segundo, de Raphaela ‘Joplin’ Garcia, é, segundo a própria poeta, escritora, artista plástica e fotógrafa (ufa! haja arte!), uma “tentativa de dadaísmo que acabou virando um quadro pintado de forma poética”. Eu mesmo o intitulei como “Poema aquarela”. Nesse dia em que comemora-se quedas de muros, abramos os olhos mais uma vez pro novo, pra aquele ar poético inevitável que nos salta aos olhos:

Poema para um poeta
Nair Garcia

Ouvi falar num som de palavras a Luz que antecede o amor.
Antevendo você, conheci o amanhecer límpido que clareia mais e mais até estar firmemente estabelecido cheio de Luz.
De imediato, bem quis você!
Por quê? Porque só ela soube retratar você em sons audíveis de Luz.

Os corações de muitos estão fortemente entrincheirados cheios de dor.
Liberte-os, refreie-os da chacina, conduza-os à vida, à verdade, ao Criador.

Está no poder de suas mãos alertá-los, chamá-los...
Por que não fazer?
Por que você a refreou?
Os que precisavam sinceramente deixaram de ter, de ler o que você tem de melhor como nenhum outro ser.
Eu preciso de você e você precisa de mim.
Venha...

Poema aquarela
Raphaela ‘Joplin’ Garcia

O verde da minha saudade habita
no interior de uma lembrança vermelha
que estremece minha vitalidade.
O azul da realização do sonho mais lindo que já tive
ativa o amarelo da minha alegria.

Você é a aquarela da minha existência.

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