quinta-feira, 24 de novembro de 2011

George Harrison e eu: Nem tudo passa em "All Things Must Pass"

Inicio minhas (sub)versões poéticas às composições de George Harrison em sua carreira solo com a releitura da belíssima "All Things Must Pass", canção-título do primeiro álbum solo do ex-beatle, considerado por muitos como o melhor disco de um ex-beatle e um dos melhores discos da história do rock. Fiz essa versão em janeiro deste ano, momento bastante dramático em minhas memórias (as chuvas que arrasaram a região serrana e viraram de cabeça pra baixo minha vida profissional e o triste falecimento do avô de Juliana, após uma verdadeira via crúcis de internações), por isso ela saiu bem menos otimista que a mensagem da canção original. Em homenagem aos grandes artistas, como George Harrison, Freddie Mercury (hoje faz 20 anos de falecimento deste fabuloso cantor...), Renato Russo, Drummond e todos os amores de nossas vidas que, às vezes, partem cedo demais...



Eles dizem que tudo passa


São negras as vestes deste homem;

Falta luz nas vestes que lhe dei.
Parece que meu amor fugiu
E se foi junto deste homem;
Parece que fugiu o amor que lhe reservei.

Eles dizem que tudo passa,
Eles dizem que eu passarei também...

O sol cede um tom agreste ao carpir,
Aumenta o calor deste quarto de dormir.
Acho esse dia de hoje tão ruim;
Já posso até sentir
Um amanhã triste, quente e sem você.

Eles fingem que tudo passa,
Eles fingem que tudo passa, eu sei...

Eles dizem que tudo passa,
Dão-me drinques, pileques;
Peço mais, ainda vou entender
Por que o outro dia não vem.

O sol depressa estaciona enigmático
Neste homem que me fez tão bem.
A luz de hoje é rude,
Parece vingar-se de meus pálidos parentes;
Esta não foi a primeira vez.

Eles dizem que tudo passa,
Eles fingem que tudo passa, eu sei...
Eles vivem e você passa,
Eles dizem que eu passarei sem você...


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