quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Clipecrônica: O "Aperto no coração", de Yago Dias

Um alerta para o problema do aquecimento global, o clipe 'Aperto no coração" foi montado a partir de crônica do jovem escritor Yago Cunha, de Teresópolis/RJ. O vídeo conta com interpretação de Vanessa Oliveira e narração de Diana Paim. O clipe projeto, produzido pela E. M. Alcino Francisco da Silva, foi incentivado pelas professoras de Ciências Flávia Vargens e Rosa Amélia e teve direção, roteiro, filmagem e edição do professor pateta poeta Carlos Brunno Silva Barbosa, que vos fala, e teve como cenário o bairro Água Quente, em Teresópolis/RJ. Escolhi como trilha sonora do filme a canção "Um cara de sorte", da banda Detonautas Roque Clube por dois motivos: a música, apesar de não se referir a aspectos ecológicos, traz um ar cotidiano em sua letra, apropriada para uma crônica. Além disso, os membros da banda, como o vocalista Tico Santa Cruz, estão sempre envolvidos em projetos sociais, fato que torna ainda mais adequada a escolha. O filme foi exibido originalmente em exposição de vídeos na Secretaria Municipal de Educação de Teresópolis em outubro de 2011.
Abaixo, posto a crônica inspiradora e o clipecrônica. Pra ler, ver, ouvir e, principalmente, refletir...


Aperto no coração

       Ontem, saindo da escola, vi que o nosso único pedacinho de floresta estava sendo destruído. Desci com um aperto no coração; tudo sendo destruído.
       Chegando em casa, pensando no que tinha acabado de ver, resolvi começar a proteger a natureza desses cupins de carne e osso, pessoas sem noção do que estão fazendo.
       Almocei e logo fui para o serviço. No caminho para o trabalho, reparei também as novas construções que estão sendo feitas. Teresópolis está cada vez mais populosa e destruída por máquinas que trabalham a todo vapor, acabando com nosso planeta sem pensar no aquecimento global e em suas consequências.
       Chegando do trabalho, lembrando de tudo que vi durante o dia, plantei uma árvore, com o mesmo aperto no coração de antes.
       Uma árvore faz diferença sim.


Yago da Cunha Dias





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