quarta-feira, 26 de outubro de 2011

George Harrison e eu: Ouvindo “Something” bem alto às 3 horas da madrugada

Após um tempo de silêncio a guitarra de George Harrison, que suavemente chora, volta em uma balada suave e eterna, um grito sereno contra o mundo maquiavélico da busca pelo eterno concreto, sem emoções e/ou abstrações. Apesar de ser a última que posto de George Harrison fase Beatles, esta (sub)versão de "Something" foi o primeiro poema georgeharrisoniano que fiz (os demais podem ser encontrados pelos links abaixo do blog: http://diariosdesolidao.blogspot.com/2011/07/george-harrison-e-eu.html , http://diariosdesolidao.blogspot.com/2011/07/george-harrison-e-eu_27.html ,
http://diariosdesolidao.blogspot.com/2011/09/george-harrison-e-eu-no-bar-parte-2.html .). Ano passado, em meio às minhas solidões, a canção "Something", também conhecida como a 'música que George fez pra sua amada Pattie, mas nunca admitiu',  acariciava meu peito febril e carente e embalava minhas madrugadas com delírios de amor acompanhado de musas amantes que dançavam em minha ilusão. A (sub)versão fala sobre abraçar o lirismo incontido, sem buscar porquês, resgatar o romantismo invisível e impossível, sentir o sem sentido sem necessidade de perder-se em explicações. Abaixo da minha (sub)versão, vai o clipe original da canção (com a tradução) pra que os leitores possam acompanhar o encanto que tal canção marca em meu coração: 



Ouvindo “Something” bem alto 
às 3 horas da madrugada




Há algo nos acordes dela que me atraem
Como se meu coração se movesse pra outro lugar
Há algum sol em sua melodia que me faz delirar

Eu não posso deixar de tocá-la, não agora
Quando todos descreem de tudo

Alguma sintonia em seu romantismo, talvez um sorriso
Cuja suavidade não encontro em outra canção
Algo em sua melodia me faz chorar sorrindo

Eu não posso deixar de tocá-la, não agora
Quando pouco parece muito

E o vizinho me pergunta se poderia abaixar o som
Eu não responderei, eu não responderei
Ele tem seus direitos, a lei do silêncio
Por isso nada direi, nada direi

Alguma falta de romantismo, talvez seus gritos
Cuja agressividade ultrapassa o bom tom
Algo em meu vizinho me faz desobedecer

Eu não posso deixar de tocá-la, não agora
Que o mundo grita pelo nada,
Não agora que o mundo grita pelo umbigo...




Um comentário: